ORIGINAL

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Poeira de estrela somos
E também poeira da terra.
Filhos do tempo que se espalha
E do chão que pisamos agora.
Só o instante colhido nos ampara
A letra que dirá a nossa história.
Tudo e nada somos. Muito velho
E muito moço é o corpo feito
Desse pó disperso e reunido
Em universal amniótica água.
Barro embrionário do que vive
Para se juntar com o essencial
E formar nossa memória
Que ressuscita e reorganiza
No rastro de pó do grafite
A vida passada e a imaginada.
Tal como é a mente do escritor,
A sua escrita é pó e água: barro.
Primordial e consequente.

(E.Rofatto)

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