Ternura

Ternura

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- Buscas a paz, a calmaria, a brisa nas faces,

O ar límpido que não te oprima?

Anseias por suavizar no peito a respiração?

- Deixa, amigo, a cidade, a praça agitada;

Ambulantes que falam, que gritam,

Em busca do sustento, da vida...

As buzinas, a claridade, o frenesi do trânsito,

Deixa tudo, o dia a dia, viaja, vá para longe:

É preciso o recolhimento, talvez uma praia deserta,

Onde ao final de uma tarde nublada

Estejam sós – você e teu coração,

Contempla o escurecer que se avoluma.

- E nota a estrela solitária e pequenina

Que se aproxima no horizonte infindo.

- Não receies, pois, o anoitecer, ainda tímido;

Então reclina, mesmo na areia,

Vê o céu sem nuvens e a imensa lua cheia,

E podes então recostar as pálpebras

E sonhar, mesmo desperto,

Com os olhos afáveis que descansaram

E deste mundo para o além partiram.

- Creias, meu caro, vais ouvir a voz suave

Que, amável, conversará contigo

Ainda que sussurrando, com carinho,

Te trazendo à vida, te reanimando,

Para que descanses, numa etérea pausa.

- E te reconfortes, te levantes, e sigas em frente,

Decidido, com a força nascida do carinho

Com o amor forjado na ternura!

pedroavellar
 

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