ME POETIZE
Ciducha
Me poetize… me faz voar,
mas voar baixo… dentro do teu olhar,
onde minh’alma aprende a repousar
e meu silêncio começa a te amar.
Sou verso nu, ferida a pulsar,
coração aceso sem saber se apagar,
te escrevo em mim, sem papel, sem voz,
como se o amor sangrasse em nós.
Nas asas febris da imaginação,
me perco inteira na tua direção,
entre estrofes busco abrigo e calor,
e me encontro… prisioneira do teu amor.
E quando a inspiração me vem ferir,
te vejo em tudo que insiste em florir,
sou poeta em dor, em chama, em viver…
Me poetize… pra eu não morrer.
Dueto “ Testando o Amor” Ciducha e
“‘Amor que resiste” Antonio Domingos
Testando o Amor
Ciducha
Acho que já passamos no teste
Tantos anos, tantos encontros e desencontros...
Silêncios partilhados, palavras não ditas
Ciúmes escondidos, jamais confessados
Arroubos, às vezes tão fora de hora
O reencontro esperado, momentos de calmaria
Entrega partilhada, desejos latentes
Por vezes extasiados, amor mal balbuciado
Nas entrelinhas, confissões tímidas .
Teu olhar é luz que brilha em meu escuro
E mesmo quando está sendo ocultada,
Deixa um reflexo tão belo, tão puro
E nessa valsa que hoje virou uma estória
Fica a teimosia de quem se atreve em dizer
Que nosso amor foi testado e aprovado
Um amor que resiste, um amor que perdura.
Fim
Ciducha
09/02/2026
Amor que persiste
Antonio Domingos
Nosso Amor se alinha na linha do horizonte
Controvérsias em nossas promessas
Amor se firma na alteza do firmamento
Nos vazios da alma , sonidos são brilhos
Em vozes que gritam na surdez do silêncio
Desconfianças preteridas,falsas feridas
O Perdão conquistou espaço entre as estrelas
Gritos e embates , negados pelo coração,
Indeferidos, a alma coaduna brancas dunas
A calma se faz amiúde nos encontros de Paixão
Anseios e desejos latentes vibram nos espaços
Amor se refaz no calor do sol de todo amanhecer
Nossos segredos, íntimas confissões
A luz do Luar brilha em teu olhar , alerta
Na escuridão dos cômodos arejados
Nossos sentimentos fogem aos labirintos
Reflexões de nossos dias vividos com ternura
E a dança nos faz calar ,em nossa doce canção
E caminhamos na firmeza de ser e ter
Um Amor grandioso que se mantém aceso
Persiste nas calçadas na cura de cicatrizes
Fim
A Domingos
MEU CORAÇÃO CHORA
Ciducha
Chove no meu coração, chove sem parar
A chuva é lágrima, é a dor de te lembrar
A saudade é um rio que transborda,
E nessa tristeza eu me perco, sem querer.
A chuva cai e eu me vejo só
Com o eco da tua voz e o vazio que me consola
Mas na dor há beleza, há um quê de emoção
E, nesse choro, eu encontro a minha redenção.
E na chuva que cai como um pranto do céu
Lembro do teu semblante e do amor que me envolveu.
A saudade aperta e o coração se desfaz,
E, neste dilúvio de emoções, eu me perco uma vez mais.
São Paulo/02/2026
Chegar da Velhice
Antonio Domingos
"Não quero ser um peso na minha velhice”
Não tenho medo de envelhecer,
Não temo as rugas nem a pele que se solta como um lençol ao vento.
Não me assustam os cabelos prateados nem o passo lento dos meus próprios pés.
Não temo a solidão,
pois aprendi a amá-la,
tornei-a minha aliada,
meu refúgio.
meu conforto,
minha companheira
Mas há algo que me inquieta, algo que se esconde nas sombras dos anos que ainda não vivi: o destino.
Esse destino que joga com cartas marcadas, que às vezes te senta à mesa com um copo de vinho,
E noutras, te deixa à espera, debaixo da chuva, sem abrigo.
Não quero ser um peso, um suspiro de resignação nos lábios de alguém.
Não quero ver nos olhos dos outros o reflexo da minha fragilidade, da minha dependência.
Não quero que o meu nome se torne sinônimo do sacrifício de alguém.
Quero ser vento, quero ser brisa,
Quero continuar a mover-me mesmo quando o corpo doer.
Quero que a minha velhice seja um poema de liberdade, um café com cheiro de memórias,
Uma tela que ainda busca o seu último toque de pincel.
Não temo a velhice.
"""""Temo perder-me num destino que não escolhi.""""
Divagando...
Ciducha
Por que os velhos não podem sonhar?
O coração e a alma, esses não envelhecem.
O corpo pode cansar, os olhos podem se apagar,
Mas o amor, esse insiste, e faz o peito suspirar.
Por que os velhos não podem sonhar?
Se o amor é eterno, e a alma não tem idade?
Que continue sonhando, que o amor não tem fim,
E que os sonhos, esses, nunca envelhecem. Sim!
Velhos sonham com o passado,
Mas o amor sonha com o futuro.
O coração não tem idade,
E o amor, esse é sempre puro.
E quanta ternura pode haver!
São Paulo/2025
Me encante
Ciducha
Me encante com teu sorriso
E me perca no teu olhar
Me leve a lugares desconhecidos
E me faça sonhar
Me encante com tua voz
E me faça sentir viva
Me mostre o que é amar
E me faça tua, sem questionar
E se um dia eu for embora
Lembre-se de mim, por favor
E saiba que em algum lugar
Meu coração vai te esperar
E se um dia precisar
De alguém pra te ouvir falar
Me chame, que eu estarei lá
Pra te escutar e te entender
E se um dia a gente se encontrar
Em algum lugar, em algum momento
Não esqueça do que sentimos
E continue a me encantar!
Santos/2025
Encante-me
Isa Rocha
Encante-me, mas não com o encantamento breve que se apaga no primeiro silêncio.
Não me toque com promessas frágeis, dessas que duram um só momento.
Eu tenho fôlego para sentir, e meus olhos ainda brilham não por ingenuidade, mas por escolha.
Brilham porque acreditam na permanência do que é verdadeiro
Santos/01/2026
Me encante
Ciducha
Me encante com teu sorriso
E me perca no teu olhar
Me leve a lugares desconhecidos
E me faça sonhar
Me encante com tua voz
E me faça sentir viva
Me mostre o que é amar
E me faça tua, sem questionar
E se um dia eu for embora
Lembre-se de mim, por favor
E saiba que em algum lugar
Meu coração vai te esperar
E se um dia precisar
De alguém pra te ouvir falar
Me chame, que eu estarei lá
Pra te escutar e te entender
E se um dia a gente se encontrar
Em algum lugar, em algum momento
Não esqueça do que sentimos
E continue a me encantar!
Santos/2026
Dueto: Ciducha & Márcia (O Coração Chora & Lágrimas de Madrugada)
MEU CORAÇÃO CHORA
Ciducha
Chove no meu coração, chove sem parar
A chuva é lágrima, é a dor de te lembrar
A saudade é um rio que transborda,
E nessa tristeza eu me perco, sem querer.
A chuva cai e eu me vejo só
Com o eco da tua voz e o vazio que me consola
Mas na dor há beleza, há um quê de emoção
E, nesse choro, eu encontro a minha redenção.
E na chuva que cai como um pranto do céu
Lembro do teu semblante e do amor que me envolveu.
A saudade aperta e o coração se desfaz,
E, neste dilúvio de emoções, eu me perco uma vez mais.
São Paulo/02/2026
&
Lágrimas da Madrugada
A chuva que cai do meu coração
É lágrima retida e sufocada,
que transborda qual cheio ribeirão,
quase sempre vem pela madrugada.
Na madrugada que a saudade chega,
e a ausência sempre é muito sentida;
sequer a lua e a estrela me aconchegam,
vejo aos poucos levar a minha vida.
No silêncio procuro explicação
pra esse querer que não sei definir;
não consigo livrar-me, é paixão,
minha alma não consegue mais fingir.
A lágrima despenca sem cessar,
e vejo tua imagem pelos cantos;
estendo os braços a te abraçar
pra eu pensar em ti com doce encanto!
Márcia Aparecida Mancebo
04/02/26