Postado por Ciducha em 19 de Julho de 2026 às 8:30pm
Um Pouco de Mim...
Às vezes sinto vontade de fazer um balanço da vida.
Olho para trás e vejo uma infância feliz, cercada de carinho, proteção e privilégios. Cresci acreditando nos sonhos e tive a alegria de construir uma família, viver um grande amor e acompanhar o nascimento dos meus cinco filhos, minhas maiores preciosidades.
Como acontece com quase todos, a vida foi tecendo dias luminosos e outros profundamente sombrios. Conheci a felicidade em muitos momentos, mas também aprendi que nenhuma existência está livre das despedidas.
Perdi pessoas que eram parte de mim. Perdas que deixaram marcas permanentes e mudaram para sempre o rumo da minha caminhada. Descobri, então, uma força que eu mesma desconhecia. Foi preciso seguir adiante quando tudo parecia pedir que eu parasse.
A vida ensina, às vezes com delicadeza, outras com severidade. Ensina que o amor permanece de muitas formas, que a saudade encontra morada no coração e que o tempo não apaga aquilo que foi vivido com verdade.
Hoje já não tenho a pressa da juventude. Aprendi a valorizar o silêncio, os afetos sinceros, a companhia dos amigos, os pequenos gestos de carinho e, sobretudo, a poesia, que tantas vezes transformou lágrimas em versos e saudades em esperança.
Não sei quanto tempo ainda me reserva o destino. Ninguém sabe. Por isso, procuro viver com mais gratidão do que ansiedade, mais serenidade do que medo. Aprendi que cada novo amanhecer é um presente e que sempre vale a pena encontrar um motivo para sorrir.
Costumam dizer que não tenho idade. Talvez seja apenas a generosidade dos amigos... Ou talvez a idade tenha aprendido a caminhar ao meu lado.
O que sei é que cada ruga guarda uma lembrança, cada cicatriz revela uma batalha vencida e cada amanhecer continua sendo um convite para recomeçar.
Olho para a longa estrada que percorri e não vejo apenas perdas. Vejo também conquistas, aprendizados, encontros, afetos e a certeza de que vivi intensamente cada etapa da minha existência.
Se pudesse resumir minha história em poucas palavras, diria apenas isto: fui profundamente amada, amei com toda a intensidade de que fui capaz, chorei quando a vida assim exigiu, levantei-me todas as vezes em que caí e continuo acreditando que, enquanto houver sensibilidade para enxergar a beleza das pequenas coisas, sempre haverá esperança.
Afinal, a vida não foi perfeita... mas foi intensamente vivida.