O tempo escreveu em mimsem pedir licença.
Deixou algumas marcas na pelee outras, mais profundas,na alma.
Aprendi que a vidanão se mede pelos anos,mas por tudo aquiloque fomos capazes de atravessar.
Sou feita de sonhos que ficaram,de amores que passaram,de ausências que ainda doeme de lembrançasque o tempo não apagou.
Meu jardim conheceuflores e folhas caídas,primaveras e invernos.
Mas ainda há sol em mim.
Hoje, quando olho minhas marcas,não vejo o que envelheceu.
Vejo o que viveu.
E se o tempo escreveu em mim,eu também escrevi nelea minha história.
E ainda tenho páginas em branco
CHEGA MAIS PERTO
Ciducha
Então vem…Aproxima-te, meu bem,envolve-me num abraço demorado,deixa teus lábios encontrarem os meuse sente o calor que em mim se espalhacomo brisa morna ao entardecer.
Toca-me com calma,descobre-me aos poucos…deixa-me perdida em teu encanto.Olha fundo nos meus olhose, em voz baixa, dizque em mim repousa o teu desejo.
E assim, eu me entrego—inteira, sem medida—num misto de urgência e doçura.Sou tua, nesse instante,com paixão serenae ternura que não se contém.
Vem...
Ciducha
Sonhei contigo esta noite,
e o sonho não quis terminar...
Havia estrelas no caminho
e um luar querendo nos abraçar.
No teu olhar encontrei
um mundo inteiro para sonhar,
e no silêncio dos teus braços
me perdi sem querer voltar.
Há qualquer coisa em teu sorriso
que me desarma devagar...
Um doce encanto, uma loucura,
uma vontade de ficar.
Talvez seja amor, quem sabe...
ou apenas uma doce ilusão.
Só sei que quando penso em ti,
meu coração perde a razão.
E se sonhar é uma forma
de a felicidade acontecer,
deixa-me sonhar contigo...
que eu não tenho pressa de acordar.
Ciducha
Sobre nossas cabeças,
o azul de um novo dia.
E no peito, a certeza
de que o amor ainda nos desafia.
Quero-te na proa do meu barco,
onde o mar se despe de pressa
e o tempo, por uma vez,
não nos cobra nenhuma promessa.
Quero o teu olhar no meu,
a tua mão encontrando a minha,
e essa vontade de amar
que nem os anos dominam.
Não te prometo eternidades.
Prometo a verdade do desejo,
a ternura dos nossos abraços
e a doçura de cada beijo.
Porque já aprendi, meu amor,
que o amanhã não se prende:
vive-se no instante em que chega,
na boca que procura,
no corpo que se rende.
E se a manhã nos encontrar
juntos, felizes, sem pressa,
que o mundo espere lá fora…
Hoje, o amor é a nossa promessa.
Amanhã de manhã,
quando o sol vier nos acordar,
quero-te outra vez comigo,
com a mesma vontade de amar.
E depois…
que venha outro amanhã.
Depois de mim
Ciducha
Disseram-me
que você voltou a amar,
que há outro beijo
ocupando o lugar que um dia foi meu.
Sorri.
Conheço bem
esses recomeços apressados,
essas promessas que chegam bonitas
e partem deixando silêncio.
Não me importa
quantas bocas você procure,
quantos braços encontre,
quantas paixões invente
para preencher as noites.
Só sei de uma coisa:
você pode beijar novamente,
pode fazer alguém sonhar,
pode até acreditar
que encontrou um novo amor...
Mas há sentimentos
que não se repetem.
E o que eu lhe dei
não cabe
em outro corpo,
em outra história,
em outro beijo.
Porque algumas mulheres
passam pela vida.
Outras...
ficam.
Ciducha
Disseram-me
que você voltou a amar,
que há outro beijo
ocupando o lugar que um dia foi meu.
Sorri.
Conheço bem
esses recomeços apressados,
essas promessas que chegam bonitas
e partem deixando silêncio.
Não me importa
quantas bocas você procure,
quantos braços encontre,
quantas paixões invente
para preencher as noites.
Só sei de uma coisa:
você pode beijar novamente,
pode fazer alguém sonhar,
pode até acreditar
que encontrou um novo amor...
Mas há sentimentos
que não se repetem.
E o que eu lhe dei
não cabe
em outro corpo,
em outra história,
em outro beijo.
Porque algumas mulheres
passam pela vida.
Outras...
ficam.
O RAZOÁVEL DO AMOR
Ciducha
Não te prometo o infinito,
nem juras de eternidade.
Prometo o meu jeito simples
de gostar de você.
Sem grandes declarações,
sem fazer do amor um espetáculo.
Apenas essa vontade
de continuar por perto,
de rir das pequenas coisas,
de lembrar de você
mesmo quando o dia
não tem nada de especial.
Porque, no fim,
o amor talvez seja isso:
alguém que a gente escolhe
sem precisar de grandes motivos.
E que faz falta
quando não está.
Não preciso dizer teu nome.
Meu corpo já o conhece.
Há encontros que começam no olhar
e terminam onde a pele
se esquece da distância.
Tu me tocas sem tocar,
e eu te sinto
mesmo quando estás longe.
Talvez seja isso o amor:
uma loucura silenciosa
que a distância não consegue calar.
Cuando la Piel Recuerda
Ciducha
No necesito decir tu nombre.
Mi cuerpo ya lo conoce.
Hay encuentros que comienzan en la mirada
y terminan donde la piel
se olvida de la distancia.
Me tocas sin tocarme,
y te siento
incluso cuando estás lejos.
Tal vez eso sea el amor:
una locura silenciosa
que la distancia no consigue callar.
Pois é...andei cheia de grilos,de dúvidas,de pequenas impertinências...
Mas estou bem.
E, depois de tantas voltas,aqui estou —inteira,desarmada,e ainda tua.
Entregue aos desejosque são teuse também meus.
Pensar em vocêé uma constante,uma dessas teimosiasque o coração não desaprende.
Você sabe...
Apesar das minhas contradições,dos meus silêncios,das vezes em que finjo não querer,eu quero.
Quero você...do nosso jeito.
Porque nada mudou.
O tempo pode passar,a vida pode inventar caminhos,mas há sentimentosque simplesmente permanecem.
E eu permaneço aqui:
só tua,de corpo, alma e desejo...
e de mais ningém .
Quando a vida pesa em meus ombros,e a saudade vem me visitar,sento diante do meu pianosem saber o que vou tocar.
Meus dedos procuram as teclas,como quem procura uma mão;e, pouco a pouco, uma melodiavai acalmando o coração.
Ele conhece meus silêncios,minhas lágrimas e alegrias;já ouviu tantos dos meus sonhos,tantas noites, tantos dias.
Quando estou feliz, ele cantaas notas que invento sem medo;quando a tristeza me encontra,guarda comigo o meu segredo.
Do Ré, Mi, Fá, Sol...e a alma começa a voar;às vezes nem sei a melodia,mas sei exatamente o que quero falar.
Meu piano não é apenas um piano,é pedaço da minha história;nele deixo um pouco de mime recolho um pouco de memória.
E enquanto houver vida em meus dedose sonhos querendo nascer,meu velho e querido companheiroainda terá histórias para me fazer viver.
Deixarei…
Ciducha
Deixarei que me leiasalém da pele —onde morammeus silêncios e vontades?
Deixarei que me descubrassem pressa,como quem acendeo que já ardia em segredo?
Deixarei que me toquesnão só o corpo,mas esse lugar em mimonde o desejo aprende teu nome…
E então,se me chamares de amorcom verdade nos olhos,
talvez eu sorria baixoe confesse —como quem sempre soube:
eu já era tuaantes mesmo de dizer.
Deixarei…
ou já deixei?
Eu sabia que era loucura
esperar por você mais uma vez,
mas há esperas que o coração
não sabe terminar.
Fiquei entre a gente,
entre vozes, luzes e passos,
procurando ao longe
a sombra do teu abraço.
O céu mudou,
a chuva chegou,
e eu continuei ali…
porque a vontade
era maior que a razão.
Talvez você não viesse.
Talvez nunca viesse.
Mas enquanto eu esperava,
ainda havia esperança.
E quando o dia morreu
e as luzes da rua se acenderam,
voltei para casa sozinha,
levando comigo
um amor que eu queria te dar
e que o tempo desfez
entre os dedos.
Perdoo você…
Mas não sei se consigo
perdoar meu coração
por ainda esperar
Há uma casa onde a poesia mora,
onde cada verso encontra um coração.
Ali, a palavra vira abraço,
e a amizade floresce em cada emoção.
Somos poetas, somos sonhos,
somos pedaços de inspiração.
Cada poema que deixamos
é uma pequena parte do coração.
E hoje, nesta data tão bonita,
quero apenas agradecer:
por fazer parte desta Casa
onde a poesia nos faz viver.
Parabéns, Casa dos Poetas e da Poesia!
Que nunca se fechem suas portas,
nem se calem nossos versos.
Que continuemos juntos,
fazendo da poesia um lugar
para chamar de nosso.
Com carinho,
Ciducha
Ciducha
Hoje eu queria a lua mais bonita,uma estrela pousada no céue o silêncio doce da noitepara falar de você.
Queria a brisa trazendo teu abraço,a saudade perdendo a distânciae meu coração, finalmente,encontrando o teu.
Porque há noitesque não pedem palavras...pedem apenas amor.
E esta noite, meu bem,eu só queriaque você estivesse aqui.
Ciducha
Não encontrei o manual
para aprender a ficar só.
Então inventei meus próprios passos:
guardei algumas saudades,
desaprendi algumas esperas
e deixei a porta entreaberta.
Às vezes converso com o silêncio,
como quem ainda espera resposta.
E quando a noite demora,
finjo não perceber
que a solidão também sabe meu nome.
Mas deixo a porta entreaberta.
Vai que a vida, distraída,
resolve voltar
trazendo alguém
que saiba ficar.
Além da Moldura
Ciducha
Atrás desta molduranão há apenas um rosto.Há uma mulhertecida pelo tempo.
Uma mulher que conheceuo riso e o silêncio,os encontros e as despedidas,as perdas,as cicatrizesque a vida gravou sem pedir licença.
Ainda assim, permaneceu.
Porque descobriu que o amornão se perde para sempre.Às vezes adormece no passadoe, quando menos se espera,renasce dentro da alma,como quem sempre soube o caminho de volta.
Hoje não escondo segredos,nem caminho à sombra dos medos.Olho-os de frente,traduzo-os em versose sigo...sempre guiada pelo amor.
É isso que poucos percebemquando observam apenas a fotografia.
Pois o verdadeiro retratonão está na moldura.
Está na históriaque ela silenciosamente guarda.
Julho de 2026