
Dueto “ Testando o Amor” Ciducha e
“‘Amor que resiste” Antonio Domingos
Testando o Amor
Ciducha
Acho que já passamos no teste
Tantos anos, tantos encontros e desencontros...
Silêncios partilhados, palavras não ditas
Ciúmes escondidos, jamais confessados
Arroubos, às vezes tão fora de hora
O reencontro esperado, momentos de calmaria
Entrega partilhada, desejos latentes
Por vezes extasiados, amor mal balbuciado
Nas entrelinhas, confissões tímidas .
Teu olhar é luz que brilha em meu escuro
E mesmo quando está sendo ocultada,
Deixa um reflexo tão belo, tão puro
E nessa valsa que hoje virou uma estória
Fica a teimosia de quem se atreve em dizer
Que nosso amor foi testado e aprovado
Um amor que resiste, um amor que perdura.
Fim
Ciducha
09/02/2026
Amor que persiste
Antonio Domingos
Nosso Amor se alinha na linha do horizonte
Controvérsias em nossas promessas
Amor se firma na alteza do firmamento
Nos vazios da alma , sonidos são brilhos
Em vozes que gritam na surdez do silêncio
Desconfianças preteridas,falsas feridas
O Perdão conquistou espaço entre as estrelas
Gritos e embates , negados pelo coração,
Indeferidos, a alma coaduna brancas dunas
A calma se faz amiúde nos encontros de Paixão
Anseios e desejos latentes vibram nos espaços
Amor se refaz no calor do sol de todo amanhecer
Nossos segredos, íntimas confissões
A luz do Luar brilha em teu olhar , alerta
Na escuridão dos cômodos arejados
Nossos sentimentos fogem aos labirintos
Reflexões de nossos dias vividos com ternura
E a dança nos faz calar ,em nossa doce canção
E caminhamos na firmeza de ser e ter
Um Amor grandioso que se mantém aceso
Persiste nas calçadas na cura de cicatrizes
Fim
A Domingos
Dueto: Ciducha & Márcia (O Coração Chora & Lágrimas de Madrugada)
MEU CORAÇÃO CHORA
Ciducha
Chove no meu coração, chove sem parar
A chuva é lágrima, é a dor de te lembrar
A saudade é um rio que transborda,
E nessa tristeza eu me perco, sem querer.
A chuva cai e eu me vejo só
Com o eco da tua voz e o vazio que me consola
Mas na dor há beleza, há um quê de emoção
E, nesse choro, eu encontro a minha redenção.
E na chuva que cai como um pranto do céu
Lembro do teu semblante e do amor que me envolveu.
A saudade aperta e o coração se desfaz,
E, neste dilúvio de emoções, eu me perco uma vez mais.
São Paulo/02/2026
&
Lágrimas da Madrugada
A chuva que cai do meu coração
É lágrima retida e sufocada,
que transborda qual cheio ribeirão,
quase sempre vem pela madrugada.
Na madrugada que a saudade chega,
e a ausência sempre é muito sentida;
sequer a lua e a estrela me aconchegam,
vejo aos poucos levar a minha vida.
No silêncio procuro explicação
pra esse querer que não sei definir;
não consigo livrar-me, é paixão,
minha alma não consegue mais fingir.
A lágrima despenca sem cessar,
e vejo tua imagem pelos cantos;
estendo os braços a te abraçar
pra eu pensar em ti com doce encanto!
Márcia Aparecida Mancebo
04/02/26