Tenho marcas
Ciducha
Hoje olhei meu rosto
com mais demora.
Não vi apenas rugas —
vi caminhos.
Cada linha ao redor dos olhos
é rastro de risos partilhados,
abraços demorados,
amizades que ficaram.
As que moram na boca
guardam palavras ditas com amor,
beijos entregues sem medo,
promessas sussurradas na madrugada.
Trago sulcos nas mãos invisíveis do tempo,
porque embalei filhos,
segurei partidas,
aplaudi conquistas.
Há marcas que nasceram da dor,
é verdade —
mas até elas
me ensinaram a ser inteira.
Não são rugas.
São memórias desenhadas na pele.
E se o espelho insiste em contar minha idade,
eu sorrio —
porque cada traço
é a prova
de que vivi.
Tenho marcas
Santos/03/2026
Comentários
Que bela poesia! Que bela conclusão! Adorei! Parabéns!
Obrigada querida
Beijoss
Ciducha adorei teu poema.
Ficou lindo
DESTACADO
Fiz uns verdinhos para te acompanhar ( se você gostar)
Marcas que me definem
Hoje, ao me ver no espelho, fui pensando
Caminhos pela vida percorridos;
Deixando sulcos, foram demarcando
Tudo que passei nos tempos idos.
As linhas sob os olhos — doces risos —
Partilhados com quem seguiu comigo;
Risos e gargalhadas foram avisos
De que, por onde andasse, teria abrigo.
Ao redor da boca, palavras ditas
No instante em que o amor viera à tona;
Nas madrugadas — ah, horas benditas! —
Desses momentos eu fora dona.
O espelho não mente: demonstra a idade;
Nas mãos, as marcas firmes do labor.
Essas não escondo — tenho vaidade —
Vejo nos gestos dos filhos o amor.
É sob essas marcas que sobrevivo,
Sem negar sequer o que sofri;
Cada traço do tempo é positivo
Na soma inteira do que construí.
Márcia Aparecida Mancebo
04/03/26
Antonio Domingos Ferreira Filho
Marcas que carrego
Hoje, diante do espelho, vou lembrando
As veredas que o tempo me traçou;
Cada sulco que a vida foi talhando
É a memória da mulher que hoje sou.
Há linhas que nasceram dos sorrisos
Partilhados em dias de alegria;
Outras guardam silêncios indecisos
Das batalhas travadas noite e dia.
Nas mãos, sinais do labor constante
De quem semeia sonhos no caminho;
Pois quem ama trabalha confiante
Mesmo quando o destino é mais mesquinho.
Também trago marcas da tristeza,
Que a existência por vezes nos impõe;
Mas delas fiz escola e fortaleza,
Pois a dor também forma e recompõe.
E assim, quando o espelho a idade mostra,
Não me pesa o que o tempo desenhou:
Cada traço é medalha da minha história
Testemunho fiel de que vivi e amei.
Fim
A Domingos
03/03/2026
Estava compondo está poesia para um Dueto..
A nossa estimada Marcia brilhantemente compôs a poesia contraponto ou continuação para Dueto com Ciducha.
Decidi publicar para o conhecimento de Ciducha e Marcia.
Creio que a minha poesia deu continuidade ao tema, mas esta avaliação não e minha e sim de Ciducha e Marcia.
Abraços fraternos amigas
Que lindeza meus amigos Márcia e Antonio. Estou fora de casa e no celular não sei fazer nada
Um trieto. Com certeza
Obrigada pelo DESTAQUE Márcia
Beijoss
Que lindos versos Márcia. Dueto com certeza!! Obrigada querida. Voce posta??? Beijoss
Você escreve lindo demais, Ciducha!!
Para mim é uma grande alegria ter uma amiga assim.
O tempo que passa não perdoa, o espelho é que reflete essa dura realidade, mas se fecharmos os olhos, enquanto a chama do amor fique viva em nós, existe um outro espelho que mostra a nossa inabalável beleza.
Meus parabéns e um grande abraço.
Fico tão feliz com seu carinho, Juan!
Muito obrigada
Beijoss
Como diz você: UUUUAAAAAAAUUUUU
Arrasou belissímo, Parabéns menina Poeta!
Bjinho
Obrigada Isa querida
Beijosss
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