Solidão que habita o meu peito,
Em busca de um sonho perfeito.
O medo do "não" me faz calar,
No vazio que insiste em pairar.
Romantismo que a rotina desfez,
Sou sombra de mim, tal qual insensatez.
Queria sumir, silenciar o sentir,
Deixar essa dor finalmente partir.
Amor que é brasa, mas logo esfria,
Numa falha, a esperança se esvazia.
Por que não soltar esse peso ao mar?
Por que não ter forças para recomeçar?
Mas há um brilho que ainda me guia,
Transformando em luz essa agonia.
O sol no horizonte voltará a brilhar,
E meu coração voltará a amar.
15 de Julho de 2026
Por David Nogueira - Um romântico inveterado