A tarde fagueira, vai embora
O horizonte em festa nesta hora
Um céu dourado, de ouro pintado
Os acordes da natureza, eu ouço.
A nascente, que chora borbulhante
Lindas borboletas beijam as flores
Que estremecem com o toque
Parecem falarem do seu jeito.
Os pássaros em revoadas se vão
A brisa perfumada, passa e repassa
Os acordes da alma em desalinho
Vão se acalmando, quase dormindo.
Quanta beleza eu vejo agora
Não tem preço eu reconheço
Quem fez tamanha perfeição
Entende da nossa alma e do coração.
A calmaria deste momento único
Que amanhã será o passado...
Sei que hoje é o meu presente
Estou contente! instante sagrado!
A minha tarde é emoldurada de versos
A poesia que chega animada e travessa
Peralta, estrambelhada e sorridente.
O encantamento e magia deste poema.
Editt Schimanoski de Jesus.