Tá vendo aquele edifício moço...
Como na música; muda a profissão, porém não muda a realidade que na música retrata...
Construímos palácios,
estradas,
jardins,
ninhos,
espetáculos,
projetos.
E na maioria das vezes, depois da construção somos deixados de lado;
depois do projeto entregue,
depois do conhecimento passado.
Somos o que cria,
que inventa,
que constrói.
Que na tempestade,
na guerra,
na labuta,
na hora que a mente tem que trabalhar,
que os braços tem que ter força,
que a maré está alta.
Que o progresso tem que ser construído,
para erguer,
fazer,
Incentivar,
ensinar.
Estamos prontos, preparados para construir o futuro,
futuro esse que depois de concretizado
não nos permitem viver.
Somos pontes para o progresso,
trazemos soluções,
construções,
espetáculos,
novos caminhos,
novas histórias.
Somos o progresso,
somos pessoas que faz,
que cria,
que liberta,
que alivia,
que ensina,
que limpa,
que domina,
que faz parte desse quebra cabeça que é a vida.
Mais aí;
aprontamos o barco,
acalmamos o mar,
curamos feridas,
escrevemos aprendizados,
poesias,
lavramos a terra,
construímos proteção;
no chão e no coração.
Depois nem querem saber de nós.
Já não existimos.
Quem é você?
Quem sou eu?
Nesse mundo de pouco saber,
mas de muito tirar de nós.
O que somos?
somos página virada,
apagada,
esquecidas na hora de comemorar a criação.
GG