Posts de Janete Francisco Sales Yoshinaga (7)

Desenhe-se todo dia

Cuidado com as atitudes, 

elas são desenhos feitos no tempo 

e não se apagam.

Prazeroso é olhar para trás 

e se ver entre as cores arco-íris.

Triste é olhar para trás 

e ver a escuridão de atos cruéis.

Desenhe-se todo dia, mas faça desenhos 

na qual você nunca queira apagar...

 

Janete Sales Dany

Saiba mais…

Cântico da Eternidade

Eu amo os meus pés que caminham na vida 
Amo o meu olhar que vê o branco da margarida
Amo o céu acima de mim, azul tão lindo...
Amo a primavera que vem florindo
Amo a lágrima que desce no meu rosto
Eu posso chorar por ter tido algum desgosto...
Mas quando sorrir sentirei o verdadeiro valor
Jamais poderei apreciar o colorido...
Se antes não presenciei o mundo sem cor!
Amo o amargo e o doce, eu posso senti-los...
Obrigado meu Deus por eu sentir o sabor!

Amo a descida e também a subida...
Ninguém fica só em glória nesta vida...
Tem que agachar para amarrar o sapato...
Tem que subir para ficar lá no alto
Quando vencer vai se sentir na altura
Quando morrer tem que deitar numa sepultura...
Somos pequenos e somos grandes e isto vai se mostrando...
Há quem queira ser o melhor, mas até quando?
Num ponto em que há um jardim florido
No inverno todas as flores terão morrido
A terra se mostrará sem nenhum valor
Mas na primavera ficará coberta de flor
Se hoje você é um inverno frio e sem cor...
Preserve a eternidade do seu amor
Amor a vida, este não deve morrer...
Sobreviverá mesmo quando a terra me esconder...
Ali meu espírito estará sorrindo, pois sobreviveu...
“Morremos”, mas acredito que ninguém morreu!
Nossa essência é para toda eternidade...
Viverei, até mesmo quando de mim 
só restar a saudade...

Janete Sales Dany 

Poema@protegido por lei

Registrado e imortalizado na Biblioteca Nacional

No livro CÂNTICO DA ETERNIDADE E OUTRAS

03/10/2015 - São Paulo - Brasil

O trabalho Cântico da Eternidade de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Saiba mais…

Soneto Menina Pobre

Existe um sonho morto neste olhar
Menina pequenina pobrezinha
Tem as mãos delicadas, num clamar!
Perdura na calçada da pracinha

Estômago carente, sem jantar!
Os pés estão descalços na noitinha
A mãe maluca não quer se importar
Triste roupa que cobre, tão fininha...

Nunca entrará na escola, sem futuro!
Infeliz condição de um ser tão puro
Na hora que amanhece sente frio

Pensa, todos tem casa neste mundo...
Ninguém quer ajudar, dói lá no fundo!
O estômago resiste, tão vazio...
 
Janete Sales Dany
Todos os direitos reservados
T5119227
Registrado e imortalizado na Biblioteca Nacional
No livro "Vilarejo do Preconceito e outras"

Página 13

Licença Creative Commons
O trabalho Soneto Menina Pobre de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Saiba mais…

Soneto Cura


 

Olho para o elevado e reconheço...

Sei que estou me curando neste instante

Anjos me acodem quando me entristeço

Hei de alcançar a estrela mais brilhante

 

O amor reluz em mim quando adormeço

Quando desperto sou vida exultante

Viver é prosseguir num recomeço...

A paz a se ostentar no meu semblante!

 

Sempre o amanhecer para renascer

Fitar o céu só para agradecer...

Valorizar o chão que me segura

 

O ímpeto vem repleto de uma luz

Pois ao meu lado sempre está Jesus

Jamais irei temer a noite escura

Janete Sales Dany

Poema registrado na Biblioteca Nacional

No livro "Cântico da eternidade e outras"

T5419220

Licença Creative Commons
O trabalho Soneto Cura de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Saiba mais…

Cigano, filho do vento!

Insigne, o dia em que nasci do ventre da minha mãe!
Livre para viver a liberdade nesta ocasião...
O mundo inteiro passou a ser a minha mansão.
Não careço de um teto; aprecio o céu aberto!
Não quero parede; quero avistar o rio e matar a minha sede...
Não quero suntuosidade; quero a pureza alicerçando a liberdade!
Não penso no futuro, o meu instante é o atual.
O amanhã não me pertence; o hoje é o principal!
O que está à frente poderá vir ou não.
A realidade eu tenho agora em minhas mãos!
Se eu morrer nesta hora não serei dono do futuro que não veio...
Por isto, faço o meu melhor no presente; nisto eu creio!
O passado só me serve de lição, assim preservo os meus valores.
Avanço respeitando todo chão, e não caminho sobre as flores.


Eu sou um espírito livre, portanto, eu amo a liberdade...
A bela tela de cinema é quando amanhece e o sol traz a claridade
A natureza é de graça; engano é fazer dela uma propriedade!
Não preciso de muito para viver a vida com toda dignidade
O maior tesouro é ver imperar dentro de mim a tal felicidade
O que está fora é uma imagem; é no interior que reina a verdade.
A minha vida é comparável com o sol; vivo num eterno movimento!
Um novo tempo, o aceno é do arrebol; Cigano, filho do vento!
 
Janete Sales Dany
Poema@ registrado e imortalizado
na Biblioteca Nacional

Licença Creative Commons

Poema
O trabalho Cigano, filho do vento! de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Saiba mais…

Soneto Morte

 
Não posso acreditar que exista o fim
Não sou somente corpo a se mostrar
A morte vaga até no meu jardim
Uma rosa sem cor me faz chorar

Escurece e a mudez começa enfim
Mas a alma avança até mesmo sem ar
Flor do jasmim na mão do querubim
Hora triste, meus olhos vão chorar!

E ela aparece, e nem sequer avisa
Escolhe um ser e a vida finaliza
Será que tem um rosto deprimido?

Ou devora com um largo sorriso?
Morte fique bem longe do meu piso...
Esqueça do meu mundo colorido

Janete Sales Dany 
Poema@Todos os direitos reservados
T5380256

Licença Creative Commons
O trabalho Soneto Morte de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Saiba mais…
CPP