Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1968)

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Sobra da quimera

Sobra da quimera

A vida tem cores que muito fascina
Também tem caminhos com pedras imensas,
espinhos e flores do tempo, menina
Que faz com que a mente retrate o que pensa.

E nesta mistura tem uma lição
Que a visão ofusca sem ver adiante
Assim é melhor; viver com emoção,
pois, passa o tempo e corre o instante!

Mas, ao acordar para realidade
às vezes é tarde pra recomeçar
O relógio do tempo não avisa a verdade
E a mão da vida não irá perdoar.

As cores da estrada depressa se vão
E todos os caminhos se tornam estreitos,
O amor adormece… dorme em profusão
E os anos passaram sem nada ter feito!

Restando apenas deitar num gramado
sobra da quimera que no pensamento
por tempo esquecido e hoje é lembrado
Outrora existiu, ah! São restos do vento.

Márcia Aparecida Mancebo

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Gratidão

Gratidão

Fagulhas do sol saúdam o dia
Luzindo as gotículas da chuvarada
E poças de águas preenchem o vazio
Nesta bela manhã co'a cor azulada.

A terra está fofa e, estão cheios os rios.
De longe se ouve pássaros cantores
Quebrando o silêncio com assobios
Trazendo à mente lembrança de amores.

Diante da cena a saudade aparece
Aurora dourada é presságio bom...
De um jeito gostoso que muito apetece
Desperto o olhar cheio de gratidão!

Márcia Aparecida Mancebo
18/01/2023

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Refém do segredo

Refém do segredo

Quem segue o caminho sem sabedoria
Acaba num poço profundo e escuro
A vida às vezes mostra fantasia
E torna o ser inseguro, imaturo.

Nessa fantasia embarca sem medo
Sem somar o que é bom para evolução
Apenas retém o que traz degredo
Acaba ferindo o seu coração.

Com muita vaidade não quer padecer
E sem dividir sua dor com ninguém
Um dia tropeça abraçado ao sofrer
E desse segredo torna - se refém.

Chorar não adianta… Os dias passarão.
O relógio do tempo não irá parar.
Sem rumo se encontra caído no chão
Não soube entregar - se, não soube amar,
passou pela estrada sem realização.

Márcia Aparecida Mancebo

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Renascer

Renascer

"Depurando as feridas e as dores com a oração”

Feridas que ao longo dos anos subjuguei
Às vezes sem minha vontade, acolhi
Nos avessos do viver amontoei
Fiz amontoado e nem percebi!

Agora com o passar dos dias eu sinto
Devo juntar me de forças... curar...
Há muitas maneiras, penso... Pressinto,
Todas essas mazelas terão que findar!

Hei de co' a razão entender que depende
somente de mim, com pensamentos bons
Encher o pensar de amor, isso desprende
o que de ruim, grudou, no coração.

Liberdade terei co' a depuração
Certeza que serei feliz em saber:
Sem feridas...dores, com sublimação,
Sei, um novo ser irei renascer!

Márcia Aparecida Mancebo
31/01/23

(Atividade da oficina Poema que não tem fim)

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Troca

Troca

Fala aos meus ouvidos, os teus sentimentos,
preciso saber: são os mesmos que sinto
Desejo ardoroso no meu pensamento.
Digo - te a verdade, acredite, não minto!

Ouvi de teus lábios naquele momento:
que a estrela brilhante sumiu no infinito
E, um breu a cobrir todo o céu - firmamento
Tuas mãos tomei ah! Foi num gesto aflito!

Meu medo acalmaste com beijo na face
Quem sabe esperava que eu te revelasse
E te respondesse tua indagação.

Agora me diz, não me faça esperar
Sou eu que pergunto pra depois falar:
— Entrego - te a vida ao dar-me o coração.

Márcia Aparecida Mancebo

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Por quê?

Por quê?

Às vezes fico a pensar
Sem conseguir entender
A falta de você.

Por tanto te amar,
Por tanto te querer
Se afastaste, por quê?

Padeço de saudade

Quando a noite adentra, arde!

Márcia Aparecida Mancebo
31/01/23

 

( Oficina, indriso, mote 

A saudade deixou um vazio na minha alma" (Norma A. Silveira)

 

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Sem vaidade

10952124089?profile=RESIZE_710xSem vaidade

Com sonhos bonitos de romper barreiras
Segui a jornada sem me preocupar
Caso alguma delas fosse altaneira
Usaria artimanhas para as derrubar.

Assim, sem receio de nada vencer,
Fiz da fantasia a fiel aliada
Achando - me forte e que tinha o poder
Satisfiz desejos pelas madrugadas.

Tudo que sonhei fez me escrava e refém
Assim senti dor pela primeira vez
Ao ver me acuada por muitos desdéns;
Entendi que o fiz não me satisfez.

Resolvo voltar, solução era única!
Com o peso dos anos senti o percalço:
Guardei a vaidade vesti minha túnica
E, volto pra casa com os pés descalços!

Márcia Aparecida Mancebo
31/01/23

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Lacuna

Lacuna

Revendo parágrafos de meus dias
Encontrei muitas interrogações...
O tempo apagou passagens, fantasias...
Levou para longe as exclamações!

Somente pude ver bem esfumaçada
A noite tristonha adentrando o céu.
Havia restos do sol na madrugada
E estrelas apagadas, sem escarcéu
Que invadiam a imensidão tão nublada
Cobrindo todo espaço de negro véu.

E a vida… E toda a minha história.
Já não era mais a mesma, não.
Havia um ponto final na memória
E uma lacuna no meu coração.

Estava tão só naquele instante
Restara somente a cruel solidão
a procura da lua que tão distante
Ansiosa queria, clarear meu chão...

Márcia Aparecida Mancebo

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Sentir o perfume

Sentir o perfume...

Outra vez converso na noite co' a lua
A vejo tão bela, redonda, a vagar…
Clareia a sacada, também, toda rua
Parece que escuta o que estou a falar.

Eu sei que a lua, não irá responder.
Mas, vou lhe dizer o que me entristece
Que quando sozinha eu tento esquecer
Todo amor que um dia, vivi, não fenece!

Pois, mesmo sabendo, faz parte da vida
Eu já não aguento ter no pensamento
Que quanto mais penso fico arrependida
Não seguir meu anseio naquele momento.

Ó! Lua me intui que fazer co' o queixume
Viver novamente todo o bom instante,
Sanar meus anseios, sentir o perfume
Do amor tão bonito que deixei distante!

Márcia Aparecida Mancebo

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Flores pela estrada

Mote

"As flores encantam, lembrando quimeras
Tempo bonito sem dor, sem sofrer!"

Glosa

Flores pela estrada

Pelo caminho da minha jornada,
Quero ouvir o pássaro assobiar
E a natureza, não irei desprezar.
Mesmo que eu esteja bem velha e alquebrada
Flores, plantarei, pela minha estrada
Nos momentos doces do meu viver
Minh' alma irá desfrutar com prazer
Ao vê - las florir quando é primavera.
As flores encantam, lembrando quimeras
Tempo bonito sem dor, sem sofrer!

Márcia Aparecida Mancebo

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Brilho da vida

Brilho da vida

Sinto uma transformação em meu trilhar
cada vez que ajoelho - me em oração
A paz invade - me e vejo o caminhar:
sereno e, com setas de direção.

Em silêncio analiso a consciência
Não há peso algum, a perturbar
Resto de desamor que com frequência
vinha para me fazer recordar,
não existe mais... Com a resiliência
Pude entender, quão bom é se perdoar.

Somente carrego amor no coração
Toda aquela mágoa que me corroía
Fora- se de minha alma qual furacão.
Calmamente vejo acordar os meus dias.

Somente a oração curou toda dor.
E co' amor a lida é multicolorida
O abraço trocado tem mais ardor,
Com leveza o olhar sente o brilho da vida!

Márcia Aparecida Mancebo
26/01/2023

Palavras do desafio poético: Transformação- dor- silêncio- amor

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Estrelas no infinito

Estrelas no infinito

E quando vejo ao longe a claridade
do sol apontando clareando a serra
meus olhos brilham de felicidade.
É a mão divina abençoando à terra!

Por todo o prado abrolha as flores,
E pássaros cantam saudando o dia
Da alma se vão: lamentos e dores
Mostrando nas faces somente, alegria.

E o sol passeia pelo céu aberto
Tufão de esperança, alimento da vida!
Agora o homem não caminha incerto
Com as ferramentas, volta — se à lida.

Colheita a fartar será a resposta
Labuta intensa sem hora a findar
Há sempre alguém que, feliz aposta,
Que a chuva virá o plantio irrigar!

Tanta gratidão que enobrece minha alma,
ver o dia nascer distante e bonito
Uma intuição invade a mente: o amor se espalma
Atingindo as estrelas no infinito.

Márcia Aparecida Mancebo

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Eu e vento

Eu e o vento

Entre dois rochedos o vento assobia
Ao ouvir o assobio a dor me consome
Parece que o vento chora de agonia
O som chega a mim, gritando um nome.

Eu ouço a mensagem com o coração.
Tento decifrar os gritos que o vento
repete à distância, cheio de emoção.
Parece que tem algum sentimento,
Por isso destila no ar a paixão.

Às vezes me igualo a chorar qual o vento
Se sinto — me presa no quarto, sozinha
Escrevendo versos em forma de lamento.
Prisão que a saudade chega e se avizinha.

E como não sei assobiar, eu choro.
As lágrimas caem qual um ribeirão...
Acompanho o vento fazendo um coro
Que ecoam tristonhas pela imensidão!

Márcia Aparecida Mancebo
21/01/23

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Estrada da esperança

Estrada da esperança

"Uma estrada boa para andar"


Irei construir com pedras do caminho
Igual a que um dia estive a caminhar;
Da qual a zelei com muito carinho.
No tempo criança desejo voltar.

Quero reencontrar nas guias folhagens
E rios com pedras...águas cristalinas
Preciso trilhar olhando a paisagem
Que tenho retido na mente - menina.

Pretendo rever por onde passar
As mesmas roseiras que vi florescer,
O mesmo perfume espalhado no ar,
O mesmo gramado que estive a correr...

Ah, como queria ver tudo outra vez...
E nada desfeito do que lá deixei
A mim é um tesouro que nunca desfez
Na mente - menina que fotografei.

É tudo tão claro e com perfeição
A estrada que tenho na minha lembrança
Que ao rememorar toca meu coração,
Esta bela estrada que leva à esperança.

Márcia Aparecida Mancebo
16/01/2023

Atividade da oficina Poema que não tem fim

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Pedaços

Pedaços

O toque do orvalho na folha macia
Acalento pra alma ao lembrar primaveras,
pois, são digitais de estações e quimeras
cravadas no tempo que o amor me sorria.

Hoje a emoção não me causa mais pranto
Encontro a poesia e nela me aninho.
Adentra em meu íntimo qual um arminho
e, fica comigo, trazendo acalanto.

Aquela saudade que me machucava
agora são restos da velha lembrança.
Meu ritmo mudou, aprendi ter confiança
Voltei a rever onde caminhava.

E quando te disse deixar o abraço
estava a dizer que iria partir
levando comigo todo meu sentir
já estou refeita, juntei meus pedaços!

Márcia Aparecida Mancebo

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No canto do tempo

No canto do tempo

Num canto do tempo deixei bem guardado
Momentos alegres, ali, bem vividos
Não há como esquecer um lugar encantado
Ao lado das flores co' aroma tingido!

Ah, quando recordo meu mundo isolado
Meu cão companheiro, meu fiel amigo,
Da infância querida do belo passado
Não sai da lembrança essa imagem do abrigo.
Por onde caminho ela está sempre ao lado.

A trilha estreita levando - me ao rincão,
O prado florido com tantas matizes,
A mente perdida do tempo tão bom,
Me traz alegria dos tempos felizes
Levando minha alma sentir gratidão!

Saudade tão boa, o balanço me traz...
Sentava e cantava bem alto um refrão
Que longe entoava, ah...lembrar satisfaz!
Me sinto abraçada por meu coração
Que pulsa contente de felicidade.

Márcia Aparecida Mancebo

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Manhã dourada ( Glosa)

Mote

"Persiste no coração sem idade
Querer manter o amor qual elo sagrado"

Glosa

Manhã dourada

Seguirei meu caminho rumo ao infinito
Lá o sol ao nascer irradia alegria
Com raios luzentes levando o dia,
Escondendo a tarde num gesto bonito.
Eu trago na mente que nada é finito.
Há continuidade nos rastros deixados,
Nos gestos, nas falas...no que é declarado,
Nas vozes que ecoam que a felicidade
"Persiste no coração sem idade
Querer manter o amor qual elo sagrado."

Márcia Aparecida Mancebo

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Magia da flor

Magia da flor

Longe, muito longe, onde esconde queixumes
existe uma flor, pouco conhecida.
Somente o poeta sente seu perfume
quando compõe versos sobre sua vida.

Chega a expôr - se com amplo sentimento
intuído pelo aroma da flor.
Segue lentamente lembrando momentos
ao recordar com saudade o grande amor.

Com delicadeza compõe os versos
que brotam do fundo do coração
Sentindo - se feliz em um universo
onde tem sabor e gosto - a solidão.

Em seu pensamento essa flor tem magia
Revela nas pétalas o seu passado
Com sutil leveza dá luz à poesia
Ao recordar que fora muito amado.

Márcia Aparecida Mancebo

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Escolta

Escolta 

No fim do dia o olhar vai pra distante
como a procurar algo que perdeu...
Mas, só o cantar do pássaro cantante
ecoa no silêncio desse breu...

E tão tristonho está sendo o viver,
Sem ter ao lado alguém para trilhar...
A escuridão da noite abraça o ser
que enfraquecido sofre por amar!

Tua saudade em meu pensar persiste.
Os anos passam e sinto - me triste;
Não sinto encanto... não vejo beleza...

O meu olhar perdido não te esquece
A mente o escolta para fiel prece
Pra qu' eu não morra de tanta tristeza!

Márcia Aparecida Mancebo

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Ser errante

Palavras em tela: Beneplácito, zéfiro, calado, divagando ( Desafio Poético)

 

 

 

Ser errante

Divagando sem rumo pela vida
Percorrendo lugares diferentes
Atentando às subidas e descidas
Percebi que sou mero ser errante.

Um zéfiro bom roçou meu semblante
Qual aviso que poderia mudar...
Não de rota, pois, quem é caminhante
Não aceita em outro chão palmilhar.

Assentei- me entre as flores numa curva
Calado pensei em minh' alma salvar,
O céu derramou bençãos de chuva
... Águas puras caíram pra curar!

Ajoelhei - me sobre as pedras da estrada
Num gesto beneplácito implorei;
Ao ver Deus ao meu lado na jornada,
Que aceitava correção ao que errei.

Márcia Aparecida Mancebo
13/01/2023

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CPP