Naquele Dia
Ainda lembro o meu olhar à porta
Uma espera que doía em minha alma.
O vento me trazia folhas mortas,
Mas eu trazia em meu olhar a calma.
Espera vã, mas quem ama suporta,
tem esperança e nela se acalma,
Não me abati na espera olhando a porta,
Não tinha medo que isso fosse trauma.
As horas passaram, anoiteceu.
E a porta aberta não trouxe ninguém
Lá fora a noite estava escura, um breu.
Naquele dia adormeci sentada,
Mas aprendi não ser do amor refém
E me tornei mais forte na jornada.
Márcia Aparecida Mancebo