Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1973)

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Amor e Soneto

Amor e Soneto

Se o amor é brisa, é sopro que me guia,
Trazendo em si segredos do infinito.
É chama ardente em tênue melodia;
Arde em silêncio e sempre é bendito.

É flor que abrolha e esconde seu aroma,
Num mesmo céu, é sombra refrescante.
É dor que encanta, é riso que se soma;
É um querer ardente, delirante.

Não é falaz a meiga fantasia.
Pois quem sonhou viveu essa emoção;
Mesmo que o sonho em névoa se perdia.

Se às vezes penso: amar é ilusão,
Entendo: amar é ter na poesia
A eternidade em rima e coração.

Márcia Aparecida Mancebo

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O Último Apito

O Último Apito

Embarco sozinha nesta estação
Não sei onde irei, mas estou feliz
Só levo alegria no coração,
Eu sigo contente com o que fiz.

Silente saí da acomodação,
Segui o sussurro da alma que diz:
Se a vida é o que dizem, mera ilusão,
Propensa estou a seguir o que condiz.

Nesta estação há aroma de flores,
O chão é forrado de folhas mortas,
Há algo pelo ar que acalma e conforta.

Quem sabe encontrei a cura às dores.
O ontem deixei pra viver o agora.
É o último apito; adeus, vou embora!

Márcia Aparecida Mancebo

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Entre Brisas e Dores, A Cura

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Entre Brisas e as Dores. A Cura.

Se a dor é um suspiro da alma ferida,
A lágrima que escorre é o motivo
dessa agonia da vida dorida,
que o ser suporta pra manter-se vivo.

Mesmo adoecida, a alma não sucumbe.
Deixa que a lágrima role sem pranto,
para que o olho seco ainda deslumbre,
e não perca da vida todo encanto.

Este invólucro que no peito habita
resiste às dores mesmo com a lágrima,
mas não quer que a esperança, luz bonita,
abata o ser tirando sua autoestima.

Mesmo com a lágrima feito um mar,
toda ferida o tempo cicatriza,
e as dores curadas irão voltar,
quais fossem brisas que pelo ar desliza.

Márcia Aparecida Mancebo
Itapeva SP

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Versos imortais

Versos Imortais

Tento no teu olhar ressignificar
A dor que, com o tempo, se apagou.
E em teus braços eu possa repousar,
Sem lembrar o que o silêncio calou.

Ter por ti, outra vez, um sentimento:
Que és como estrela em noite solitária,
Belíssima visão no pensamento,
Um lume ardente da paixão diária.

Agradeço esse tempo que nos guia,
Pois teu amor é dádiva suprema.
Em cada gesto teu mostra alegria,
Meu coração se entrega sem dilema.

Assim te canto em versos imortais,
Te abrindo com amor meu coração.
Para eternizar sonhos tão reais,
Que faço do teu nome uma canção.

Márcia Aparecida Mancebo 

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A Mais Bela Fantasia

Lá na casa onde eu morava,
deixei tão belas lembranças.
Lá aprendi que a esperança,
em mim, no peito habitava.
Sabia onde se encontrava
tudo, tudo que eu sentia:
no sorrir de cada dia,
da infância à mocidade.
Hoje lembro, com saudade,
a mais bela fantasia.

Quando via amanhecer,
pelo jardim caminhava.
Era nele que eu plantava
as rosas do bem‑querer,
o sonho em me ver crescer
com bondade e simpatia.
Ter amor é o que eu queria,
preencher o coração,
sem pensar que era ilusão:
a mais bela fantasia.

Márcia Aparecida Mancebo
13/11/25

&

**O Rego Supimpa da Fantasia**

No meu lugarzinho,
onde o tempo dança ao som dos sonhos,
aquele passado repleto de diamantes,
cada gota de chuva trazia um novo encanto.
O amor se escondia nas nuvens macias,
transformando calor em praias ousadas,
cheias de vigor, onde a vida pulsava,
tinha tudo o que precisava,
aventura no peito e liberdade na alma.

Meus dias se entrelaçavam,
infância e adolescência em uma eu só poesia,
tudo isso era parte da minha eterna fantasia.
Meu jardim florescia com cores vibrantes,
cada semente plantada, um desejo latente,
um sonho que crescia como uma árvore imponente,
lembranças que carrego, eternas na memória,
rumo ao rego supimpa da minha história.

Com amor, eu doava o coração,
encontrando satisfação nas doces ilusões,
mesmo quando o sol se escondia,
na penumbra, surgiam novas direções.
Devo ter corações, muitos, guardados,
pois estou pronta para as novas fantasias,
com cada batida, um novo enredo,
uma narrativa entrelaçada de magia e beleza.

E assim, nessa dança contínua,
celebro o passado, vivo o presente,
em cada verso, uma nova esperança,
no rego supimpa, a vida é uma eterna criança.
Que as fantasias sejam sempre renovadas,
e que o amor continue a ser o nosso guia,
pois no coração da poesia,
a vida se transforma em doce melodia.

Luiz Anthony

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A Mais Bela Fantasia

30984998883?profile=RESIZE_400xA Mais Bela Fantasia

Lá na casa onde eu morava,
deixei tão belas lembranças.
Lá aprendi que a esperança,
em mim, no peito habitava.
Sabia onde se encontrava
tudo, tudo que eu sentia:
no sorrir de cada dia,
da infância à mocidade.
Hoje lembro, com saudade,
a mais bela fantasia.

Quando via amanhecer,
pelo jardim caminhava.
Era nele que eu plantava
as rosas do bem‑querer,
o sonho em me ver crescer
com bondade e simpatia.
Ter amor é o que eu queria,
preencher o coração,
sem pensar que era ilusão:
a mais bela fantasia.

Márcia Aparecida Mancebo

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Veia de Luz

Veia de Luz

Há, no escuro, um caminho a percorrer,
Sem luzes a clarear os meus passos.
Momentos difíceis tenho que viver;
Mesmo cansada, não perco o compasso. 

Na mente, a meta é alcançar o porvir.
A intuição me diz: lembrar o passado 
Quem sabe, para ter força e seguir?         Não posso desistir do que foi me outorgado. 

Ao longe, um clarão... e vem a saudade
Do tempo vivido, a luz da verdade.
A memória não esquece a mocidade:
O corpo padece, a mente envaidece. 

Volto no tempo enquanto há vida.
Com alma criança, como eu quiser,
Com doçura nos olhos e mente ávida,
Serei a criança que me fez mulher!

Márcia Aparecida Mancebo

25/09/25

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Silêncio da alma

Silêncio da Alma

No instante, os meus sonhos são quais vento:
Sopram lembranças, e trazem pesar.
Escondo no peito este vil tormento;
Resta-me, porém, somente calar.

Vejo, no sonho, estrada desfeita, dissolvendo a fé nas águas do rio, que segue boiando, lenta e imperfeita
, sem esperança… Ah! Que mundo sombrio!

O que sinto agora é um desalento;
lembranças de outrora ferem a mente,
e vêm com o sonho nu, sem alento,
para minha alma, que sofre silente.

Quisera que o vento, este mesmo vento,
soprasse lembrança que traz saudade
de um tempo ido, com belos momentos,
e fizesse do sonho a realidade.

Márcia Aparecida Mancebo

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Trieto -  Sou Feliz ( Márcia) &  Ode a Tua Felicidade (Terezinha) & Felicidade (Ciducha)
 

Sou feliz

 
A felicidade está em sorrir,
e a demonstro nos olhos, que brilhantes,
emanam alegria ao consentir:
— Sou feliz, vejo a vida deslumbrante!
 
Vejo luzes guiando os meus passos,
e bendigo esta vida tão bonita,
com flores coloridas onde passo,
inflando minha alma em paz infinita.
 
Felicidade, como não sentir,
no fundo da minha alma e coração,
se transbordo de alegria ao seguir
pela estrada onde canta o ribeirão?
 
Com o sol iluminando o caminho,
e o vento varrendo todo o chão,
sinto Deus — bem sei — não estou sozinho:
vejo a estrada qual prece... oração.
 
Márcia Aparecida Mancebo

&
 
Ode à Tua Felicidade
Teeh Sant’Anna
 
Ó sorriso que ilumina o dia,
teu brilho espalha alegria e harmonia.
Em teus olhos vejo a luz que não se apaga,
e em teu riso, a esperança que sempre se alaga.
 
Luzes serenas guiam teus passos,
uma vida feita aurora,
com flores da alma a desabrochar,
e o vento em abraço terno a sussurrar.
 
Não estás só, Deus caminha ao teu lado,
teu caminho é canto, prece e cuidado.
Que cada instante seja semente de amor,
e que a vida inteira ressoe teu esplendor.
 
Que teus sonhos encontrem asas no coração,
que cada gesto seja luz, cada passo, oração.
Que a ternura guie teus dias,
e a felicidade se revele em melodias.
 
Ó felicidade, sublime e verdadeira,
transborda no riso, na alma inteira.
Sê feliz, pois tua luz é presente,
a iluminar o mundo com brilho crescente.
 
Em cada sopro do vento, em cada flor,
sinto Deus sorrindo e espalhando amor.
E nesta ode à tua felicidade,
celebro contigo a vida, a graça e a bondade.
 
 &
 
FELICIDADE
 
Ciducha
 
 
É um sorriso que explode no ar,
Um brilho nos olhos, sem igual.
É o som do riso, contagiante,
Um sentimento que não pode ser contido.
 
 
É o calor do sol no rosto,
A brisa suave, o céu azul.
É o abraço de um amigo querido,
Um momento de paz, sem cruz.
 
 
É a liberdade de ser você,
Sem medo, sem dor, sem dor.
É o prazer de viver, de sonhar,
De amar, de rir, de se entregar.
 
 
Felicidade é um estado de alma,
Um presente, um tesouro a ser guardado.
É o agora, o aqui, o tudo,
Um sentimento que não pode ser comprado.
 
 
 
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Deus Presente

Deus Presente

A presença de Deus é minha luz
no caminho que tenho a prosseguir.
A minha fé é a força que conduz
os meus passos, onde devem seguir.

Se não fosse esta fé que me lumia;
Viver seria eterna escuridão.
Sem claridade seriam meus dias,
Seria um refém em uma prisão.

Esta força me leva sempre em frente
clareando o caminho pedregoso
onde o dia escurece de repente
tornando feio o que é maravilhoso.

É doçura ter onde se aninhar
Tendo Deus a trilhar sempre comigo.
E se a vida tentar me derrubar
Tenho onde me abrigar, tenho abrigo!

Marcia Aparecida Mancebo

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Calma é o meu meu Refúgio

30985706289?profile=RESIZE_400xCalma é Meu Refúgio

Eu temo amar; e ter decepção.
Outrora amei; só vi noites escuras.
Sem dó, feri minha alma e o coração;
Muito chorei a dor que não tem cura.

Seguindo só, eu tenho confiança
Que a solidão não irá me acometer.
Com o coração, fiz uma aliança,
E, por amor, não quero mais sofrer.

Levo comigo a paz para minha alma.
Consciente estou que irei ter segurança.
Para viver, preciso é de calma,
Mesmo sem ter na mente uma esperança.

Eu temo amar; fiquei traumatizada.
O amor que dei, não tive nada em troca.
Também não creio um dia ser amada.
Não me preocupo, e nada me sufoca.

Márcia Aparecida Mancebo
08/11/25

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Ainda é Tempo

Ainda é Tempo

Porque o passado, a mim, inda existe,
E tudo que sinto é realidade.
Tua lembrança, em minha, persiste;
Ainda clamo por ti com saudade.

O que passou, passou — não realizou.
Agora o anseio tem maturidade.
Irei esquecer o que atrás ficou;
O que era impossível, hoje é verdade.

A tua lembrança habita na mente:
Não é fantasma, sequer fantasia.
É amor de uma alma que está carente,
Que não esqueceu a doce magia.

Ainda é tempo: escrever bela história,
Começar, nesta idade, tem valor.
Com docilidade, está na memória;
Ainda sinto a chama deste amor.

Márcia Aparecida Mancebo

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Tudo e Nada

Tudo e Nada

Hoje, por devaneios sou cercada;
As reminiscências voltam pungentes.
Na vida há razões para tudo e nada,
Encontro silêncios que são latentes.

No domínio os gestos, perco-me em trilhas.
E cada escolha me traz desalento.
O mundo que vivo é deserto, é ilha,
A fé se dissolve ao sopro do vento.

Não consigo negar que há emoção
em minha alma sensível e sincera.
Se oculto o pulsar do meu coração,
transformo em penumbra a essência que impera.

Perder valores, resta sepultar
o sentimento, num abismo sem cor.
Guardo a centelha que insiste em brilhar
e abre horizontes banhados de amor.

Márcia Aparecida Mancebo

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Sou feliz

Sou feliz

A felicidade está em sorrir,
e a demonstro nos olhos, que brilhantes,
emanam alegria ao consentir:
— Sou feliz, vejo a vida deslumbrante!

Vejo luzes guiando os meus passos,
e bendigo esta vida tão bonita,
com flores coloridas onde passo,
inflando minha alma em paz infinita.

Felicidade, como não sentir,
no fundo da minha alma e coração,
se transbordo de alegria ao seguir
pela estrada onde canta o ribeirão?

Com o sol iluminando o caminho,
e o vento varrendo todo o chão,
sinto Deus — bem sei — não estou sozinho:
vejo a estrada qual prece... oração.

Márcia Aparecida Mancebo

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Raiz do Infinito

Raiz do Infinito

O amor puro não morre mesmo distante;
Por isso tua falta não é lamento,
É espera, é luz que me leva adiante;
É um amor que não sai do meu pensamento.

Sou guiada por estrelas tão brilhantes
E caminho sem ter medo de cair,
Não te esqueço, pensar em ti é constante
Até que chegue o momento de eu partir.

Enquanto viver, serás minha paixão.
O sonho concluído... um amor bonito;
Repleto de ternura, vida e emoção.
É qual um relicário com escritos.

Escritos que narram histórias da vida,
Dum amor puro que não morre jamais.
Raiz funda, não dá pra ser medida
E a cada alvorecer cresce mais e mais.

Márcia Aparecida Mancebo

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Sextina da Jornada

Sextina da Jornada

Nos caminhos floridos há espinhos;
Há curvas com atalhos sem saída,
Pedregulhos e pedras pela estrada.
Às vezes, chão de terra já batida,
Com orquídeas nas margens dessa via,
Num riacho de água cristalina.

Ou na fonte que corre cristalina
E nasceu na montanha entre espinhos.
Essa é a jornada que sigo, é a via
Que percorro em procura de saída.
Pra não ferir meus pés — terra batida,
Com cacos espalhados na estrada.

Mas às vezes encontro pela estrada
Pedra branca, tão clara, cristalina.
Imagino que foi ali batida,
Triturada em pedaços com espinhos,
Que me mostra talvez uma saída
Existente no mato dessa via.

Aceito meu destino nesta via,
Que cegaram meus olhos na estrada.
Seguir nela é o que resta: a saída,
É meu lume essa pedra cristalina,
Pra que eu veja que há na trilha espinhos
Entre troncos no chão, terra batida.

Tempo e vento no chão, terra batida
Fica cheio de folhas pela via,
Uma sombra reluz sobre os espinhos,
Qual se fosse uma estrela na estrada.
Luz divina mostrando uma saída,
Numa explosão com gota cristalina.

Ah, estrada com pedra cristalina,
Me conduz pela terra bem batida.
Quanto mais ando, encontro uma saída,
Mais e mais sinto encanto nesta via,
Cantarolando sigo pela estrada,
Me espelhando nas flores sem espinhos.

Vejo ao longe brilhar minha saída,
Sigo firme na estrada já batida,
Pra chegar na nascente cristalina.

Márcia Aparecida Mancebo

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Verso que não Nasce

Verso que não nasce.

Quando minha alma não suspira, emudece.
Não resplandece no meu pensamento.
A palavra precisa desaparece.
E o verso não diz sobre o sentimento.

Perde a essência do que é grafado;
Um clarão de luz abre uma lacuna.
E o sentido do verso a ser proclamado.
Vagueia no espaço sem que se una.

Com a alma calada, não há vida.
Nenhum gesto de algo que emociona.
Somente uma sensação desprovida
De um sentir que nada diz, não menciona.

O escrito falece em ais e gemidos.
Não será mostrada em palavras os versos.
Aquele sentimento belo sentido,
Retorna, sem letras, a outro universo.

Márcia Aparecida Mancebo
01/08/25

Itapeva, SP

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Na Quietude dos Dias

Na Quietude dos Dias

As palavras que no papel disponho,
Todas são ditas pelo coração;
São frutos de um viver bom, risonho,
São verdadeiras e de um bom tom.

Chegam em silêncio e com elegância,
Murmuram o que sinto no momento;
E, delicadas, exalam fragrância,
Escrevo o que me vem ao pensamento.

Já escrevi sobre sonhos impossíveis,
Que a minha alma teima em acalentar;
Faço tudo pra torná-los possíveis,
Quero-a feliz, então tento a agradar.

Na quietude sigo os meus dias,
Usando palavras sem maldizer;
E, no silêncio, penso na alegria
De um viver que só busca florescer.

Márcia Aparecida Mancebo
05/11/25

Atividade do grupo Desafio Poético com as palavras em negrito.

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Outro Alvorecer

 

 

 

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Outro Alvorecer 

Cansei das tuas juras mentirosas,
Das promessas que não serão cumpridas,
Dos versos tolos que não dizem nada,
Das palavras sem nexo sobre o amor.
É um direito que tenho — ninguém tira.
Cansei!

Demorou pra chegar este cansaço,
Veio como um furacão, destruindo,
Levando pra longe toda ilusão.
Tudo o que investi nesse amor, findou.
No momento, o que sinto é livramento.
Me libertei!

Uma sensação calma e muita paz,
Vontade de voar e renascer.
Quando se liberta, é isto que faz:
Pousar em outro belo alvorecer.

Márcia Aparecida Mancebo

 

 

 
 
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Quintina do SILÊNCIOO e da Razão

O silêncio e a razão

A noite veste negridão
Enquanto o mar é calmaria.
O vento canta pelo chão
O assobio é o seu bordão
Assisto a cena em agonia.

O céu não borda em emoção
A tela bela da alegria
Abraço a dor com nostalgia.
Sinto pulsar meu coração
Sem desfazer dessa alforria.

Clamo por minha redenção
Pois me sufoca esta prisão
Sem ver estrela que lumia
Sinto o abraço da solidão
Não tua face que sorria.

Vem à tona aquela paixão:
Um furacão, ondas bravias
Inflamando-me de ilusão
Em ser a tua melodia,
A tua mais bela canção.

O silêncio acorda a razão
Que a vida é cheia de vãos
E o vento entoa em sintonia
Estar sozinha eu não queria
Mas é a única solução.

Márcia Aparecida Mancebo

Saiba mais…
CPP