Silêncio da Alma
No instante, os meus sonhos são quais vento:
Sopram lembranças, e trazem pesar.
Escondo no peito este vil tormento;
Resta-me, porém, somente calar.
Vejo, no sonho, estrada desfeita, dissolvendo a fé nas águas do rio, que segue boiando, lenta e imperfeita
, sem esperança… Ah! Que mundo sombrio!
O que sinto agora é um desalento;
lembranças de outrora ferem a mente,
e vêm com o sonho nu, sem alento,
para minha alma, que sofre silente.
Quisera que o vento, este mesmo vento,
soprasse lembrança que traz saudade
de um tempo ido, com belos momentos,
e fizesse do sonho a realidade.
Márcia Aparecida Mancebo
Comentários
Nobre poetisa Márcia Aparecida
Sem sonhos os poetas e postisas não tem sentido para estar nesta vida terrena.
São eles que formam tudo aquilo que os sonhadores de versos têm a mostrar ao mundo das letras.
Lindo poema, amiga Márcia
Parabéns
Abraços
Obrigada, Bridon!
Um abraço
Teu lirismo é eclético e versátil Márcia, capaz de alforriar o leitor das amarras da lógica e lançá-lo ao nirvana do sentir, parabéns e um carinhoso abraço — ©JoaoCarreiraPoeta.
Obrigada, João,
Um abraço
Olá poetisa amiga Màrcia, quão profunda, meio triste, mas com tuas vivência e memórias. Forte Abraço
Obrigada,Luiz!
Um abraço