Estações
Sem ver tempestades pelas alvoradas.
Passei por estio por todo verão…
Com a boca seca varei madrugadas:
Não vi a garoa molhando meu chão!
Sozinha num canto esperei primavera;
Com fé que as flores trariam bonança.
Mas quando defronte com a nova era:
Percebo que a chuva ficou na lembrança.
Agora no outono às vezes eu vejo;
O céu tão nublado parece trazer
A chuva esperada que tanto desejo.
Molhar o jardim para flor renascer.
O vento ligeiro ao passar pelo chão
Carrega, as folhagens deitadas na terra,
Devido ao estio da outra estação.
Olhando distante não vejo mais serra,
O pó a cobriu da minha visão!
E neste momento a tristeza me assola;
Pois, sei que no inverno terá serração:
O frio e a geada a paisagem imola,
Como sacrifício à recordação
do tempo, criança a esperar estações.
Márcia A Mancebo