Posts de Rodrigo Romero Nicolino (9)

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Perpétuo Sacrifício

Sob a dor da solidão,   

Perpétuo sacrifício,  

Busco, entre abismos e precipícios,  

Respostas daquilo que é dolorido.

 

Diga-me o que está havendo,  

Pois quero entender o porquê;  

O belo amor entre eu e você,  

Desfez-se em intenso sofrer.

 

Divago através do mundo, mas,  

Baby, começo a compreender,  

Que tudo o que me faz padecer,  

Nutriu-se de falhas do viver.

 

O nosso infinito amor,  

O fim tristemente encontrou,  

A lágrima da dor, meu amor,  

Enfim, hoje se manifestou.

 

Vai ser difícil superar porque

Sua ausência devo amargar.

A pior morte é do amar.

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OBLÍVIO

Certo dia, disse-me um sábio:

"O fracasso é infalibilidade,

Faz-se necessário à felicidade."


Neste jogo chamado vida,

Roda-se em eterna ânsia,

Na qual a casualidade sempre dita;

Felicidade para hoje,

Um Amanhã regado a dores.


O futuro traz medo,

Empurra ressentimentos do pretérito,

Enquanto o presente eu oblitero,

Até o pó,

Sem dó.


O que fazer então?

Incomplexo.

É preciso haver aceitação!

Complexo...

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Mente

Vamos, de um tempo.

Agora relaxar, 

Dos males afastar!

Navegar em auto-mar...

 

Você possui tudo, 

Tudo que precisa. 

A mente não mente,

Enquanto vivemos o hoje de frente. 

 

Vamos, tire um tempo. 

Descanse deste mundo absurdo! 

Feche os olhos pesados, 

Conecte-se com outros mundos... 

 

Você possui tudo, 

Tudo que precisa em sua mente! 

Basta vivenciar o presente.

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Outro Dia

Há tanto busco compreender;
A razão,
Essência pura,
O meu viver.

Por vezes em olhos teus,
Em outras, através dos meus...
Um retrato completo do Eu.

Significar o todo é dolorido.
Em estado aflitivo, sigo corrompido.
A pedir esmolas e abrigo;
Um mendigo.

A escalar mais alto,
Um outro dia vivo.
"Será que o céu é mais que tudo isso?"

Eternamente a se esconder,
Nada pude perceber.
Então guardo o mistério,
Sem me entregar ao segredo!

Continuo vivendo mais um dia,
A afinar a minha via
E procurar em  sintonia.

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O Ser e o Estar

Entre o Ser e o Estar, 

 

Há de haver em algum lugar, 

 

Entre linhas, o habitat, 

 

Do Eu elementar. 

 

 

Entre desvios e precipícios, 

 

Compulsão; sentimento contradito.

 

A pedir socorros e suplícios;

 

Prazer: sou cônscio, vivo....

 

 

Entre o Ser e o Estar,

 

Houve sempre e existirá!

 

Da pessoa que vos escreve,

 

As virtudes prevalecem.

 

 

Sinto a dor do aprisionar,

 

Contudo, eu resisto!

 

Consciente de onde estou,

 

Continuo a reconstrução do que sou.

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Romances de um Beija-Flor

Lembro-me como se fosse ontem,

Há anos, quando os segundos nos afastavam.

A timidez consumia-me, sem fim,

Enquanto sonhos de paixão fluíam dentro de mim!

 

Tua beleza infinita,

Ardia minha simpatia por ti.

Mais perfeita não existia;

Eu a queria inteira, só para mim.

 

Segundos passaram e a ti me entregaste,

Flor mais bela, impossível!

Fragrância mais doce não havia!

Sob juras de eterno amor, entreguei-lhe um beija-flor.

 

A força de uma paixão,

O amor em comunhão.

Sempre, eu e você, em infinitas gerações!

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Devagar

Pensamentos mais lentos,

Trazem a mim sentimentos,

Como o conforto de voar entre nuvens,

E as preocupações ficam em segundo.

 

A laborar em falsos pressupostos,

Impedir-nos da compreensão total,

As quais, devidos às movimentações simultâneas e sempre em grandezas insanas,

Os sucedidos fatos reunidos dificilmente correlacionados há de serem possíveis.

 

Costuro vagarosamente está poesia,

Permito que as ações verbais deem vida,

Procuro, sempre, coerência e coesão

Para então, por osmose literal, chegar a real intenção. 

 

Lento, pegajoso,

Preguiçoso, tardo,

Até mesmo chamado de vagaroso eu fui!

Coitados...

 

Tais adjetivos são apenas ruins para aqueles que não conseguem frear,

Aos quais não se deleitam com os pequenos detalhes que a vida sempre dá...

Algo como uma brisa à beira do mais belo mar,

Coisa como o nascimento do Sol na mais bonita montanha que há!

 

Lentamente sigo pela vida...

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A Noite dos Insanos

Deixe-o ir,
 
Sem rumo, por aí.
 
Caminhos tortuosos enfrentar, tempestades resistir!
 
De mim, nada mais terás; ponto final, é o fim.
 
 

Inconformados, nascem choros e revoltas,

Daqueles que sabem o que é derrota!

O medo da morte sempre assombra;

Dia a dia, hora após hora...

 

Àquele, Eterno, Onipotente,

Deixo um lembrete, presente:

"Sem razão, atos falhos e incoerentes!

Sanidade completamente ausente."

 

Livros e observações,

Não o fazem maior,

Pois apenas quem sente no coração

Dá sentido à sua vocação.

 

A noite foi dos insanos,

E o amanhecer dos humanos!

Humanos aqueles que lutam todos os dias,

Pela vontade e manutenção de suas vidas.

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Em frente

Ah, se eu pudesse dizer...

O que se passa em minha mente,

Paro, penso, mas não compreendo.

Rebobino e, mais uma vez, vou em frente.

 

Um dia certamente irei contar,

Papai, Mamãe, irmãos e irmã,

Sobre o mistério que me faz delirar. 

Então paro, rebobino, e, mais uma vez, vou em frente!

 

O início é bém difícil,

Dói em todos, sei disso.

Todavia, meu amor é real!

Por favor, não me levem a mal.

 

Queria, de verdade, prometer...

Contudo, posicionarei-me honesto, sincero.

Sou um Ser complexo,

Escravo das vontades e sofredor na realidade.

 

Toda anestesia passa, amassa, humilha e retalha!

Entretanto, como escravo, a cabeça faz tudo para ficar baixa...

A solução; rendição!

Fácil visualização; árdua execução!

 

Após tantos dizeres, uma coisa é indiscutível:

A bobina não há de parar!

Então, mais uma vez,

Rebobino e vou em frente.

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CPP