Posts de Sirlanio jorge Dias gomes (187)

Aparência

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Quanta escravidão em nós!
Já nascemos escravos,
Escravos de um sistema inevitável,
Que nos aprisiona até a morte,
Escravidão de faces silenciosas,
Acorrentando nossos sonhos,
Poder irônico sobre nossa falsa liberdade,

Opressão sob a égide de um bem coletivo,
Pessoas se ferem em seus preconceitos,
Subjugadas em si mesmas,
Numa intensa prisão invisível,
Encarceradas em suas ignorâncias,
Insana superioridade fétida,
Excremento de mentes doentias,
Escravizadas em seus vícios.

O relógio gira incansavelmente,
Pessoas seguem suas doutrinas,
Trilhando labirintos ignotos,
Buscando refúgio para não enlouquecerem,
Em meio a tanto conhecimento desconhecido,
Alimentando as massas em suas fraquezas,
Enquanto a beleza das coisas murcham,
Diante dos nossos olhos desatentos.

Séculos diante de séculos,
Dos heróis apenas as memórias insistentes,
E a incerteza de algo que até então valeu a pena,
Numa realidade o tempo todo mascarada,
Levando-nos ao grande matadouro social,
Onde a pobreza e a riqueza não fazem diferença,
Somos reféns da natureza cíclica,
Mutando-se ao bem querer da evolução.

Não somos melhores do que a quem julgamos,
Fazemos parte de um imenso quebra-cabeça,
Tão infinito quanto nossa soberba,
Desfilando uma serenidade entediada,
Buscando o tempo todo transpor nossas fragilidades,
De algo que não temos nenhum controle,
Em suas dissimulações convenientes,
Iguais em tudo nesta umbrática humanidade.

Sirlânio Jorge Dias Gomes

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Intuito

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Há um outro tempo dentro do nosso tempo,
Irônico poder que nos envaidece,
Seguindo com a faca entre os dentes,
Envenenando-se a cada discurso de ódio,
Vertendo silenciosamente entre os lábios,
A penosa morte que nos desorienta,
Quando abraçamos a imortalidade,
Tentando prender entre os dedos as nuvens.

Nossa alma inquieta serpenteia entre orações,
Absoluto desespero da despedida,
Tocando o corpo sob as ondas do medo,
Perdido talvez em olhares lúdicos,
Semblantes ardilosos diante do inevitável,
Buscando a perfeição ao último ato,
Na esperança de que tudo possa ser melhor,
E que possamos partir em paz.

Deixamos aos incautos a rivalidade,
Laços consanguíneos na grande arena da vaidade,
Perdidos entre o poder,
A estampar suas faces assombrosas,
Como quem vê as faces de um santo,
No espírito de uma serpente dissimulada,
Repletas de mortais sentimentos,
Enquanto arde em ambição.

Sirlânio Jorge Dias Gomes

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Trajetória

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Acordei bem cedo,
Na boca um gosto amargo,
Muitos pensamentos rondando,
Nesta vida cheia de adjetivos,
Bordões da alma em farrapos,
Delirando-se na comédia da existência,
A rodopiar, assoviando para a morte.

Sirlânio Jorge Dias Gomes

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Alienação

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O que somos?
Olhamos no espelho,
O que amanhã será apenas passado,
Reflexos transitórios de humanidade,
Eus perdidos no subconsciente,
Seguindo a razão em seus surtos,
Tentando a todo custo,
Contrabalançar a vida contingente.

Quem seremos daqui há pouco,
Segundos decisivos nos moldam,
Inconsciente de nossa arrogância,
Frágil certeza ao fim que nos arremete,
Fronteira capciosa da morte,
Entre ávidos olhares anímicos,
Complexo jogo da vida,
Emanando sinais ao ser embrutecido.

Sirlânio Jorge Dias Gomes

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Concepção

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O que parecia simples,
Tornou-se absoluto aos meus olhos,
O teu sorriso despertou minha'alma,
Fez florescer meu desejo emudecido,
Guardado sob a terra estranha do meu medo,
Receio do quebrantado amor,
Há muito desolado pelo engano.

Se existe asas no infinito,
Ao certo buscarei as minhas,
Preciso ser eu novamente,
Voltar a sonhar após o infortúnio,
Saber que foi apenas um lapso em meu tempo,
Onde as pedras sequestraram meus passos,
Máxima pena dos meus hiatos,
Inércia da minha abnegada felicidade.

Deixo no esquecimento minha tristeza,
Me misturo ao mundo das coisas,
Sensíveis razões de uma frágil existência,
Acostumada a sonhos tangíveis,
Ressalvas da minha pávida humanidade,
Relendo o subjacente amor,
Enquanto meus lábios ansiosos,
Aguarda teu primeiro beijo.

sirlânio Jorge Dias Gomes

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INTROSPECÇÃO

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O mundo está gritando aqui dentro,
O silêncio é estridente,
Mas ninguém me ouve,
Tudo aqui é dor que me sufoca,
Lágrimas que transbordam,
Inundando meu ser de tristeza,
Enquanto caminham apressados.

A diversão acontece lá fora,
Enquanto me torno cada vez mais invisível,
Tantas banalidades num nó infinito,
Amarrando meus pés e mãos,
Refúgio dos meu medos,
Em seus túneis absolutos,
Escondendo o que de mim se perdeu.

Há uma beleza murchando antes da morte,
Complexo colóquio da inocência,
Diante do tribunal dos acusadores,
Espelhando as suas santidades,
No demoníaco corpo que me reflete,
Enquanto cuspo ao chão,
A última gota do meu caráter.

Sem mais pensar puxo o gatilho,
Da imensa arma social que me apavora,
Com seus julgamentos cheios de ódio,
Hipocrisia de muitas máscaras,
Flertando a consciência imunda que os adverte,
Olhando insistentemente aos meus opositores,
A fim de que enxerguem meu sofrimento.

Nada basta a este circo de horrores,
Quando decidem ver o sinal de sangue,
A morte já serviu de seu melhor banquete,
Sentada no trono das vaidades,
Olhando outros tantos em desespero,
Buscando ao relento da esperança,
O sentido da vida cheia de possibilidades.

Sirlânio Jorge Dias Gomes

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Percepção

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Sobre mim desliza o tempo,
Minh'alma são pergaminhos,
Espalhados pelo caminho ao longo da vida,
Impressões de efêmeras emoções,
Sob olhares viscosos,
Conjecturando suas existências belicosas,
Na ociosidade de idéias abstratas.

Sirlânio Jorge Dias Gomes
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Insipidez

 

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Nada pode haver neste engano,
Se o teu amor não ama o meu amor
Somos dois estranhos enfadonhos,
Beijando os lábios sem beijar,
Apenas ludibriando o coração,
Na insana intensão de espinhos,
Atrofiando a liberdade de amar.

Sirlânio Jorge Dias Gomes

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Ponto e vírgula

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Em volta de tantos olhares,
Meus pensamentos serpenteiam,
São tantas coisas no decorrer do dia,
Olhos as horas como de costume,
Na imensa correria da vida voraz,
Sugando minha energia saturada,
Ambíguos sorrateiros da liberdade.

No coração a lembrança da saudade,
Resistência diante dos pesares,
Imbróglios da existência ansiosa,
Ludibriando sonhos cansados,
Escaninho do eu em pedaços,
Na solidão momentânea sem aviso,
Juntando os fragmentos da jornada.

As vezes me perco em digressões,
Sem saber onde estou,
Desejando lugares secretos,
Para esconder-me de pessoas estranhas,
Fugir do caos nas braços do silêncio,
Ficar ali refugiado na beleza da ressurreição,
Aguardando minhas outras vidas lá fora.

Sirlânio Jorge Dias Gomes

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Evidência

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Sei que estás aí neste cantinho,
Silenciosamente buscando o amor,
Sutileza do pensamento ao desejo,
Murmurando baixinho com o olhar,
Desabrochando a fragilidade de uma flor,
Pronta a perfumar a primavera,
Voluptuosa timidez felina.

Suavemente surge o sol do meio dia,
Afagando-lhe a tímida sensibilidade,
Entre os labirintos da solidão,
Intenso jogo transe da lucidez,
Buscando o colo da serenidade,
Contraindo-se diante da natureza,
Selvagem calmaria ao labor da luxúria.

Não há obediência a ordem cativa,
O corpo introverso delineia-se quebrantado,
Grata aventura de descobertas,
Brisa suave louca tempestade,
Agitando as folhas antes adormecidas,
Revoluteando-se primorosamente ao afeto,
Paixão eclodida entre os poros.

Sirlânio Jorge Dias Gomes

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Conflito

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As pétalas das flores caem,
As folhas das árvores também,
Os sentimentos também um dia partem,
Seja pelo corpo ou pela alma,
Ou quem sabe na separação das duas coisas,
No mistério profundo da eternidade,
Nos seus fins e recomeços.

Seguimos até onde nos foi dado conhecer,
Jogos da vida e da morte,
Em suas múltiplas explicações palpáveis,
Desafiando o paradoxo da existência,
Com nossas manias humanas,
Repletas de eufemismos estranhos,
Ao grato prazer dos ouvidos.

Existe mundo demais nos mundos,
Tanta gente sábia por estas paragens,
Que a ignorância tornou-se verdade,
Nas inverdades do seres irredutíveis,
Regurgitando suas intempéries viciantes,
Feito animais descontrolados,
Tropel de loucos com seus poderes.

Sirlânio Jorge Dias Gomes

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Sentido

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Poesia é a composição de si no outro, 
Esculpindo pensamentos de todas as cores, 
Duas coisas que n'alma se revelam, 
Beijando a humana flor das emoções, 
A transpor o infinito das palavras, 
Realidade constante de sentimentos, 
Resvalando o lume da imaginação, 
Instigando a natureza enfermiça. 

Poesia são laços que se unem, 
Mosaico de ideias a refletir sensações, 
Maquiagem do abstrato nas mãos do artista, 
Êxtase da verdade retratada no silêncio, 
A dar vida ao que antes adormecia, 
Beleza diversa revestida de invólucros, 
Viajando entre o tudo e o nada, 
Aos olhos que tudo veem e nada percebem. 

Poesias são alegorias divertidas, 
Enigmáticas generosidades assentidas, 
Transmutando labirintos na mente louca, 
Dando vozes aos mudos falantes 
Visão aos cegos de visões fartas, 
Vagando nas inconstâncias da vida, 
Subindo as escadas do tempo, 
Pleiteando a imortalidade. 

Sirlânio Jorge Dias Gomes

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VENTURA

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Entreabriu-se plenamente ao meu coração, 
Deu-me o olhar guia do meu desígnio, 
Cultivou minha alma no amor, 
Alimentou-me com os frutos do desejo, 
Desnudou-me da tristeza injuriosa, 
Florindo as delícias do sentimento, 
Além do que pude imaginar. 

Meu mundo se refez ao seu toque, 
Meu riso chegou ao céu, 
Depois de tanto tempo de penumbra, 
Tudo isso é felicidade em mim, 
Beleza grandiosa que me encanta, 
Poetizando a vida revivida, 
Depois do meu funeral. 

O sol está brilhando depois da tempestade, 
Finalmente posso plantar a semente, 
Ver brotar a árvore da vida no meu jardim, 
Regá-la toda manhã com a esperança, 
Vê-la crescer enquanto aguardo a despedida, 
Adormecer junto dela sem medo, 
Acordar no paraíso sabendo que valeu a pena ter vivido. 

Sirlânio Jorge Dias Gomes 


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Simbiose

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Abençoada arena da minha deformidade, 
Espelho inconformado do meu eu intimidado, 
Imitando as travessuras da minúscula vida, 
Provocando a insuportável alma, 
Aos pleitos inflamados do medo, 
Rasgando a dor entre laços, 
Cultuando a miserável luxúria, 
Covardia do ser abatido. 

Da altura da minha soberba despenco, 
Flutuando no espaço da mesquinha loucura, 
Vestida de vento debochando do escravo, 
Todo solene em seus nobres grilhões, 
Feito de tudo que é mais precioso, 
Possuindo tudo sem nada ter, 
Rindo da própria tragédia, 
Pronto a abraçar o seu infame destino. 

No meio do caminho grita o nome da morte, 
De braços abertos sem cobiçar as núpcias eternas, 
Galante encontro de mágoa contrita, 
Lançando flores no leito petrificado, 
Sentindo o gosto insentido do fel ultrajante, 
Abissal embriaguez do noivo aguardado, 
Em seus trajes estranhos ao banquete, 
Abstrato conúbio indelével. 

Sirlânio Jorge Dias Gomes

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MEFISTOFÉLICO

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Tantas curvas pelo caminho!
Pessoas se agridem sem temor,
Trazendo em seus corações,
Sentimentos inglórios,
Lançando pedras pelo ar,
Enquanto se ferem feridos,
Pela dor em suas almas,
Cheios de si no vazio de tudo.

Medos combatendo medos,
Perdidos nos caminhos da discórdia,
Defendendo-se do desconhecido,
Antes mesmo de serem atingidos,
Fingindo amizade aos amigos inimigos,
Alimentando os corvos no jardim,
Fantasiados de bons convivas,
Imerso de ciúmes invisíveis.

Tantos olhares indizíveis,
Indescritíveis banalidades do afeto,
Bombas relógio da covardia,
Dilacerando a beleza da vida,
Nos estilhaços da indiferença,
Matando os dissemelhantes iguais,
Causa estranha do heterogêneo juízo,
Atrocidade de um mundo decaído.

Há quem diga do monstro voraz,
Sem reconhecer a humana disposição,
Dos demônios silenciosos escondidos,
Mentiras astuciosas travestidas de bondade,
Sementes cruéis da flor da maldade,
Embrulhando a caridade cheia de veneno,
Nos mananciais das intenções ardilosas,
Feito anjo da morte repleto de luz.

A beleza do falso amor entorpece,
Leva ao caos a harmonia das coisas,
Desequilibra o universo que nos une,
Diminui os batimentos da existência,
Fechando nossos olhos ao além,
Retardando a evolução invisível,
Hermético saber do espírito aguardado,
Inconcebível ao injurioso mundo sarcástico.

Sirlânio Jorge Dias Gomes

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Arbítrio

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Amor! 
Há tantos amores no amor, 
Que o próprio amor se confunde, 
Em meio a tantas identidades, 
Reciprocidades de proporções vazias, 
Vagando entre sentimentos frívolos, 
Devorando a sensatez enlouquecida, 
No carente coração aos gritos. 

Amor? 
Voluptuoso tempo ao lúbrico deleite, 
Lapso de almas adjacentes ressentidas, 
Vagando entre as ilusões iludidas, 
Mistério premente do corpo apressado, 
Furtivo enredo castigo da liberdade, 
Premeditando a infelicidade ao louco desejo, 
Despindo o inconveniente eu aprisionado. 

Amor... 
Haverá de ser em si como aprouver, 
Consoante calma ao anseio da vida, 
Causa do destino amparo verdadeiro, 
Sentimento mútuo coerente felicidade, 
Seduzindo a amizade apaixonada, 
Amando o que deve ser amado  
Sem medo de encontrar-se. 

Essencial, 
Amar o amor ao tê-lo, 
Vivenciar a autenticidade das coisas simples, 
Perceber-se no outro na razão de ser, 
Sorrir, abraçar e beijar, 
A fidelidade ao conjugado olhar, 
Ser livre numa comedida liberdade, 
Sem aborrecer a harmonia que o precede. 

Sirlânio Jorge Dias Gomes

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Atitude

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É como se eu estivesse no alto de uma montanha, 
Olhando o mundo em todo o teu amor, 
Buscando a força de tanto sentimento, 
Sabendo que me acalma quando me toca, 
Todas as coisas se tornam menos difíceis, 
Ao ter tua presença ao meu lado, 
Diante de tantas coisas girando ao nosso redor. 

Sinto-me como se pudesse voar para sempre, 
Beijando a liberdade refletida nos teus olhos, 
Uma loucura santa diante de tanta beleza, 
Flertando com a noite para que nunca se acabe, 
A felicidade de termos a lua como testemunha, 
Diante do imenso céu da esperança, 
Em não perder as batidas do coração. 

Os sonhos são iguais a noite e o dia, 
Trazendo em si a intensidade de um momento, 
Dando cores as emoções imprescindíveis, 
Olhares diuturnos em todas as direções, 
Imitando as nuvens do céu, 
Imagens da nossa existência audaciosa, 
Explorando as estradas do destino. 

As tuas mãos são minhas, 
Unidas ao mais íntimo querer, 
Dialogando com a vida em seus bordões, 
Interpelando a alma sobre a essência das coisas, 
Tangível serenidade ao fim inevitável, 
Repleto de memórias transcendentes, 
De tudo que valeu a pena ser vivido. 

Sirlânio Jorge Dias Gomes

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Resultado de imagem para parabéns aos poetas e poetisas

Poetizar é singrar 
No pêndulo da razão,
É voar rente ao chão.

Poetizar é trazer a tona, 
O Lado verídico da razão,
É ter coração nas mãos.

Poetizar é ter alma 
Embebida de emoções,
É fazer da tristeza doutrem
Nossa própria tristeza.

Poetizar é viver a dor
No seio do povo sofredor,
É verter lágrimas de paixão.

Poetizar é...
Chorar lágrimas do povo.

Adelino Gomes-nhaca



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Simetria

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Era um dia comum,
Até então igual a tantos outros,
Sentei no meu jardim,
Respirei fundo sentindo a vida,
Tanta pressa em meu peito,
Um pedacinho do paraíso diante de mim,
E só agora descobri num momento de simplicidade,
Que necessitamos de pouco para ser feliz.

Precisamos apenas de um sorriso verdadeiro,
Um olhar singelo diante do mundo,
Estar com a alma sossegada ao dever cumprido,
Observando a vida nas asas do tempo,
Exercitando o amor quando se torna improvável,
Amar tanto neste mundo repleto de caos;
Mantendo a fé na esperança,
Alimentando os sonhos de uma criança.

Um dia jovem sonhei como quem almeja,
Noutro dia velho almejarei como quem sonha,
Ver os filhos felizes com seus filhos,
Percebendo a felicidade dos netos,
Ao sabor de muitas emoções da existência,
Desejando que o mundo não se torne amargo demais,
E que as pessoas vivam de verdade a própria verdade,
Exercendo a caridade do jeito que desejam ser amadas.

Sirlânio Jorge Dias Gomes

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CPP