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A Catedral Infinita da Natureza

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A Catedral Infinita da Natureza

 

Na Amazônia, a mata ergue um templo de esplendor,

cipós entrelaçam verdes véus na imensidade;

cada árvore secular guarda um antigo rumor,

e o vento escreve salmos de profunda eternidade.

 

Nas cavernas, a pedra preserva a ancestral memória,

pinturas rupestres narram povos de outro chão;

mãos remotas deixaram seus sinais para a História,

como vozes minerais gravadas na escuridão.

 

Das entranhas da serra, uma nascente cristalina

jorra como água milagrosa em seu sagrado véu;

a fonte beija a pedra, translúcida e peregrina,

e leva gotas de esperança para os olhos do céu.

 

Na piracema, os peixes desafiam a correnteza,

sobem rios como quem regressa ao berço original;

há um instinto milenar conduzindo a natureza,

numa liturgia aquática de impulso ancestral.

 

E quando o rio encontra o mar na vastidão,

água doce e água salgada ensaiam alquimia;

o oceano abraça o rio em líquida comunhão,

e a Terra escreve em ondas sua eterna poesia.

 

Fim

A Domingos

07/08/2026 

Saiba mais…

A Eternidade de um Acaso

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A Eternidade de um Acaso

 

Foi por acaso que encontrei teu olhar,

Entre rosas vestidas de alvorada;

E o acaso fez-se eterno ao nos tocar.

 

Nas orquídeas, tua essência amanhecia,

Cítrico-amadeirada, em doce ardor;

E a colônia floral nos envolvia.

 

Nosso encontro, fortuito, fez-se lume,

Como estrelas bordando o infinito;

E o tempo ajoelhou-se ao teu perfume.

 

Há um amor que desconhece despedida,

Que faz do coração seu relicário;

E escreve eternidade em nossa vida.

 

Se o destino nos trouxe esta ventura,

Guardarei teu nome em meu jardim;

Onde o amor floresce em tessitura.

 

Pois amar-te é não conhecer o fim,

É fazer da eternidade o nosso jardim.

 

Fim

A Domingos

15 de maio de 2026

 

Saiba mais…

Meu Pai, o Silêncio que Abraça

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Meu Pai  22 anos e Minha Mãe...18 anos 

Meu Pai, o Silêncio que Abraçava

 

Meu Pai era homem de poucas palavras,

mas seus olhos escreviam cartas

que o coração aprendia a ler.

 

Veio de longe,

trazendo na bagagem a coragem dos imigrantes

e a esperança dobrada entre as mãos.

Chamava-se Antonio,

meu xará,

e fez das estradas do Brasil

o caminho do próprio sustento.

 

Caminhoneiro de horizontes sem fim,

partia levando a saudade consigo

e regressava trazendo abraços,

doces,

e um sorriso discreto

que iluminava a casa inteira.

 

Eu esperava mais por sua chegada

do que pelos presentes.

Porque o maior presente

era vê-lo cruzar a porta,

abrir os braços

e transformar o cansaço em ternura.

 

No Natal,

os sapatos repousavam na janela

como pequenos altares da esperança.

E, quando amanhecia,

lá estavam os milagres da simplicidade:

uma bola,

um carrinho,

bolas de gude,

um velocípede,

um relógio,

um chinelo.

 

Não eram brinquedos apenas.

Eram pedaços do sacrifício

de um pai que sabia amar

mesmo quando o dinheiro era curto.

 

À noite,

sobre a cama,

vinham as brincadeiras.

Rolava os filhos de um lado para o outro,

cantava desafinado

uma cantiga que nenhuma escola ensinou,

mas que a memória jamais esqueceu.

 

Seu amor não fazia discursos.

Falava com gestos.

Conversava pelo abraço.

Respondia com um beijo.

E o silêncio,

em seus olhos,

era a linguagem mais bonita

que um filho poderia compreender.

 

Hoje compreendo:

existem pais que dizem "eu te amo"

sem pronunciar uma única palavra.

Basta um olhar,

um afago,

uma presença.

 

Meu pai foi assim.

 

E continuará sendo,

porque o verdadeiro pai

nunca parte por inteiro;

permanece morando

naquilo de melhor

que ensinou ao coração do filho.

 

Aforismo

 

O maior presente que um pai pode deixar ao filho não cabe em caixas nem embrulhos; permanece para sempre no abraço que o tempo jamais consegue desfazer.

 

Fim

Antonio Domingos

Dia dos Pais

Saiba mais…

A Humanidade do Poeta

 

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A Humanidade do Poeta

 

O poeta carrega um eclipse no peito,

Conversa com os espelhos da madrugada,

E transforma cada falha em verso imperfeito.

 

Na solidão, costura a própria verdade,

Guarda tempestades no fundo do olhar,

E oferece ao mundo sua fragilidade.

 

Quando a tristeza se aproxima da janela,

Ele acende luas no jardim da memória,

E faz do silêncio uma fiel sentinela.

 

Seu medo atravessa uma invisível ponte,

Enquanto a dor se curva ao pensamento,

E as estrelas bebem água no horizonte.

 

O poeta sabe que o homem é barro e chama,

Por isso escreve sem temer naufragar,

Pois em cada erro reaprende como se ama.

 

A imperfeição é a claridade que o conduz,

E ser humano é sua mais verdadeira luz.

 

Fim

A Domingos

06 de agosto de 2026

Modelo ADOM 

Saiba mais…

O Cartógrafo das Nuvens Improváveis

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O Cartógrafo das Nuvens Improváveis

 

-Acionei um astrônomo de neblinas porque as constelações andavam esquecendo seus próprios endereços.

-A medicina das estrelas receitou silêncio líquido.

-A farmácia dos meteoros respondeu com um guarda-chuva de cristal vencido no século das borboletas elétricas.

 

-Meu protagonista não nasceu.

-Foi arquivado dentro de um eclipse distraído.

-Seu nome?

-Arquidor Celestífago.

-Filho da Geografia Invisível com a Senhora Nebulosa das Escadas.

 

-Ele carrega nos bolsos um punhado de horizontes dobráveis.

-Quando espirra, os cometas mudam de caligrafia.

-Os pardais consultam bússolas vegetarianas.

 

-Os relógios aprenderam a pastar relâmpagos.

-As nuvens assinam contratos de algodão com as montanhas aposentadas.

-Meu telescópio resolveu estudar os peixes do firmamento.

 

-Encontrou baleias de vento mastigando luas de porcelana.

-Não discuto com trovões.

-Eles possuem diplomas em exagerologia atmosférica.

 

-Coleciono guarda-sóis para tempestades solares.

-Os planetas apreciam esse capricho.

-A Via Láctea alugou um violino para um vagalume metafísico.

 

-O concerto atrasou porque Saturno insistia em pentear seus anéis com um pente de auroras.

-Os anjos jardineiros transplantaram um pomar de estrelas para dentro da madrugada.

-Desde então, toda alvorada amadurece em silêncio.

 

-Meu dicionário conversa escondido com o Senhor Neologismo.

-Eles fabricam palavras que ainda não descobriram o próprio significado.

-As galáxias usam chapéus de gravidade

 

-Os ventos preferem gravatas feitas de arco-íris reciclados.

-As sombras viajam de elevador até o último andar da claridade.

 

-Arquidor Celestífago sorri pouco.

- Mas quando sorri, o Universo inventa mais um domingo para descansar das nebulosas.

 

-E eu continuo escrevendo.

-Porque cada verso é um pássaro tentando alfabetizar o infinito.

-"O homem é a medida de todas as coisas." …Protágoras

 

Final 

A Domingos 

 

Aforismo

-”””Quem aprende a conversar com o impossível descobre que o Universo responde sempre no idioma da imaginação.”””

 

 

Autor: A Domingos 

Expressões Surreais criadas por Antonio Domingos Dicionário Surreal Antonio Domingos.

Correção gramatical IA Chat Gpt 

 

Arquidor Celestífago. Neologismo 

Arquidor Celestífago é um neologismo que designa uma personagem mítica, filosófica e surreal.

 

Construção etimológica e poética; 

- Arqui-: do grego arché, significando principal, supremo, originário ou primeiro.

- -dor: indica aquele que realiza uma ação, um agente.

- Celesti-: refere-se ao céu, aos astros, ao cosmos e ao universo.

- -fago: do grego phágos, significando aquele que devora, aquele que absorve ou aquele que se alimenta de.

 

Assim, Arquidor Celestífago pode ser compreendido poeticamente como:

 

«"O Supremo Agente que absorve a essência do Universo."»

 

Ou, em linguagem literária:

«"O Cartógrafo das Constelações Improváveis, que se alimenta da luz das galáxias para transformá-la em sonhos, metáforas e palavras ainda não inventadas."»

 

https://youtu.be/3JWTaaS7LdU?is=X8PzgUiExcXOLX4n

Fantástica Música e Artista 

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Perdoar Acróstico

 

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PERDOAR

 

P. Permitir que a paz reencontre morada no coração.

E. Entregar ao tempo o que a vingança jamais curou.

R. Reconstruir a esperança onde ergueu ruínas.

D. Descobrir a grandeza quando o orgulho se cala.

O. Ousar libertar a alma das sombras da amargura.

A. Abrir as mãos para que a serenidade floresça 

R. Renascer leve, o amor vence o ressentimento.

 

Fim

A Domingos 

15 de maio de 2024 

 

Aforisma

Perdoar não absolve necessariamente o erro; absolve o coração do peso de continuar carregando-o. Quem escolhe o perdão não reescreve o passado, mas concede ao futuro o direito de florescer em liberdade.

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Agosto Lilás

 

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Agosto Lilás

 

Agosto veste lilás a consciência da nação,

Para lembrar as cicatrizes que ninguém deveria sofrer;

A dignidade é o primeiro artigo escrito no coração humano,

E toda mulher nasceu para viver, jamais para temer.

 

A violência fere o corpo, a alma e o próprio amanhã;

Nem a lei, nem a tornozeleira bastam quando o ódio persiste.

A justiça sem compaixão endurece o próprio espelho da lei,

Enquanto a esperança borda claridade onde a dor ainda existe.

 

É na família que florescem as primeiras lições do respeito,

E a escola cultiva a semente da igualdade e da paz.

Governo e sociedade caminham lado a lado nesse compromisso,

Para que o feminicídio jamais encontre espaço outra vez.

 

"Maridos, continuem a amar as suas esposas." (Efésios 5:25).

Que o amor seja mais forte que toda forma de violência.

Quando o respeito ilumina o caminho da humanidade,

A liberdade devolve à mulher o direito de viver com dignidade.

 

Fim

Antonio Domingos

05/08/2026

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Aninho das Marés

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Aninho das Marés

 

No vento antigo ouvi teu doce sopro,

E o mar cantou segredos no meu ser;

Amor nasceu querendo renascer

Nas marés da esperança em puro pro.

 

A vastidão vagava em minha calma,

Qual porto sem farol ao anoitecer;

Mas a coragem veio acender

Desejos repousando profunda alma

 

Achegar-te foi bênção sobre o mar,

E em minha alma nasceu nova alegria,

O vento trouxe a força de sonhar 

 

Venceu meu coração a nostalgia 

Creio que a solidão desencantar 

Amar cada emoção na analogia 

 

Fim

A Domingos 

22 de maio de 2026

 

 

 

 

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Opaco Camaleão e o Baile de Alforria

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Opaco Camaleão e o Baile da Alforria- Fábula 

No esplendor do Castelo de Alforria, sob os lustres de cristal e os espelhos dourados, ecoava a grandiosa Sinfonia nº 9 de Strauss. O salão nobre vibrava em seda, perfumes e passos calculados. Nobres de nomes curiosos como Lorde Vesperon, a dama Calíndria e o barão Estelvarte giravam pelo piso reluzente.

Entre todos, porém, destacava-se um ser nada comum: Opaco Camaleão. Pequeno no tamanho, gigante na astúcia. De olhos atentos e humor refinado, mudava de cor conforme o ambiente e conforme as emoções alheias. Usava um pequeno colete bordado e carregava consigo uma colher de prata, dizia ele que era instrumento de magia culinária e sentimental.

No alto da escadaria estava eu, o poeta e príncipe Aureoel, observando o baile com certa distância melancólica. Foi então que meus olhos encontraram os dela - a princesa Lunaris, cujo nome parecia ter sido soprado pela própria lua. Seu vestido prateado dançava antes mesmo que seus pés tocassem no chão.

Opaco, percebendo o silêncio que gritava entre dois olhares, aproximou-se sorrateiro.

Alteza Aureoel ….sussurrou ele, já assumindo um tom rosado de cumplicidade , 

a vida é breve demais para dançar sozinho.

Num movimento quase teatral, escorregou pelo corrimão, atravessou o salão e, com uma leve distração criada ao barão Estelvarte (que tropeçou no próprio orgulho), aproximou-me de Lunaris.

Uma dança? perguntei, com a coragem que só nasce quando o coração decide.

Ela aceitou.

E ali, sob a sinfonia vibrante, nossos passos se encontraram. A música parecia nos obedecer. O salão desapareceu. Restaram apenas dois corações e um camaleão satisfeito, agora em tom dourado.

O namoro floresceu com naturalidade. Conversas à luz das varandas, risos partilhados, promessas suaves como pétalas.

Após o casamento, viajamos para o Condado de Passageiro, até a clareira chamada Felicidade. Ali havia uma pequena casa de madeira cercada por árvores altas e um riacho que cantava melodias próprias.

Opaco foi conosco.

Um amor precisa de três ingredientes, dizia ele enquanto preparava o jantar tempero, paciência e riso.

Na casinha da clareira, ele tornou-se cozinheiro oficial do casal. Criava pratos com nomes inventados: “Sopa Serenívia”, “Pão de Esperançor” e “Doce Eternilume”. Ríamos muito de suas invenções e mais ainda de suas histórias.

Certa noite, à luz das estrelas, perguntei-lhe:

Opaco, por que faz tudo isso por nós?

Ele piscou lentamente, assumindo um tom azul tranquilo.

Porque unir destinos é minha arte. E cozinhar para o amor é meu prazer.

Assim vivemos, entre o perfume da mata e o calor da lareira. Lunaris e eu aprendemos que o amor não é apenas o encontro no salão, mas a construção diária na clareira da vida.

E Opaco Camaleão, cupido discreto e chef improvisado, permaneceu conosco, lembrando-nos sempre que a felicidade muda de cor, mas nunca perde o brilho.

Fim

A Domingos 

01/02/26

 

Personagens: Criados por Antonio Domingos.

Fábula escrita por Antonio Domingos 

Castelo de Alforria 

 

Condado de Passageiro…Um Condado de muita beleza natural…lugar turístico…Reserva Natural.

Lorde Vesperon.

Dama Calįndria 

Barão Estelvarte.

Opaco Camaleão…sempre um protagonista .

Um personagem imaginário que somente aparece para o Príncipe Aureoel e a Princesa Lunares…um personagem como um mago de muita magia .. Cozinheiro nato .

Príncipe Aureorel 

Princesa Lanuris 

Estereótipo de Opaco Camaleão desenvolvido por Antonio Domingos e Imagem realizada por IA 

 

 

 

 

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Razoabilidade com Deus

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Razoabilidade com Deus 

 

A virtude caminha pela clareira,

Sem entregar-se ao precipício,

Nem abandonar a verdadeira.

 

A prudência lima a consciência,

Como árvore firme na ramagem,

Frutificando fartura paciência.

 

O sábio não se curva ao clamor,

Nem faz do impulso sua bandeira,

Prefere semear discreto sensor 

 

Salomão elevou semelhante lição:

"Melhor é o paciente do que o guerreiro,"

Tesouro maior que qualquer ambição.

 

Razoabilidade floresce no jardim,

Onde justiça e compaixão dão guarida,

E tornam mais harmonioso o próprio fim.

 

Quem governa a si mesmo vive a vida 

E encontra em Deus a perfeita medida.

 

Fim

A Domingos

02 de agosto de 2026

Formato ADOM 

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As Lembranças e as Memórias

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As Lembranças e as Memórias

 

As lembranças, por favor, venham somente quando eu não as desejar; cheguem pela surpresa do inesperado.

Se algum dia eu desejar o retorno das memórias, que elas não atendam ao meu chamado.

Rememorar não é apenas recordar lembranças do passado; é reviver um instante que o tempo acreditou ter destruído.

Que saibam: não retornarei ao passado devastado por um tempo tão cruel.

Se vierem, que sejam lembranças inesperadas.

Surpreendam-me, para que eu respire antes da saudade... e não feneça.

Que eu possa, sem procurar, viver de novo uma experiência verdadeira, não apenas uma lembrança, mas um instante renascido dentro do agora.

Sem que eu perceba, elas podem chegar devagar.

Não irei buscá-las nos escombros do passado como quem procura um percevejo escondido entre as frestas da memória.

Tudo o que a vida me concedeu como privilégio permanece invisível às horas que correm.

Os ratos do tempo jamais devoram aquilo que o coração preservou.

Mesmo quando o jantar congelou sobre a mesa dos dias, alguma centelha permaneceu acesa.

O tempo corroeu parte da vida que vivi.

Os sofrimentos mais intensos merecem repousar no esquecimento, sem que cartas antigas insistam em alimentar pensamentos já vencidos.

Quero o tempo do instante presente.

Um sonho de hoje, vivido hoje.

Que tudo, por ora, encontre melhora.

Que uma flor aflore.

Uma florada.

Flor que nasce hoje e, se partir hoje, deixe apenas um rastro de luar iluminando a eternidade deste segundo.

Que este seja um dia fecundo de acontecimentos.

E que o silencioso recepcionista do tempo compreenda que o alvorecer nasce no mesmo instante em que o entardecer começa.

Esta é uma lição em que

 “ Não é o homem quem encontra o tempo perdido”;

… é o tempo que, por misericórdia, encontra o homem quando um perfume, um sabor, uma música ou um simples raio de luz abrem, de repente, a porta da eternidade escondida dentro da memória.

Se tudo se deteriora, talvez não seja porque o tempo administra mal, mas porque apenas o amor e a memória involuntária conseguem preservar aquilo que o relógio insiste em destruir.

Fim

A Domingos

01 de agosto de 2026

Uma simplória homenagem ao livro Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust…uma das maiores obras da civilização…. Marcel Proust um dos maiores escritores da humanidade..

O Tempo e as lembranças e as memórias Protagonistas…

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A Alma da Constituição Brasileira

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A Alma da Constituição Brasileira

 

Há livros que organizam conhecimentos. Outros registram a memória de um povo. A Constituição Federal de 1988 pertence a uma categoria ainda mais elevada: ela abriga os sonhos de uma Nação que decidiu confiar mais na justiça do que na força, mais na liberdade do que no medo, mais na dignidade do que na opressão.

 

Ela nasce da soberania, para que o Brasil permaneça senhor do próprio destino. Floresce na cidadania, pois nenhuma democracia respira sem a participação de seu povo. Encontra seu mais alto significado na dignidade da pessoa humana, lembrando que nenhum progresso possui valor quando esquece o ser humano. Reconhece o trabalho e a livre iniciativa como instrumentos da prosperidade e acolhe o pluralismo político, porque as diferenças de pensamento não enfraquecem uma República: quando respeitadas, elas a fortalecem.

 

O Direito também aprende com o tempo. Por isso, a jurisprudência fez florescer princípios que iluminam os caminhos da Constituição. A razoabilidade ensina que a justiça deve caminhar com prudência e bom senso. A proporcionalidade recorda que toda decisão precisa encontrar o equilíbrio entre o poder e a medida. A segurança jurídica protege a confiança do cidadão nas instituições. A boa-fé inspira lealdade entre o Estado e a sociedade. A proteção da confiança afirma que a esperança legítima do cidadão não pode ser desfeita pela arbitrariedade.

 

Nos primeiros artigos da Constituição repousam algumas das mais belas declarações da vida republicana. Quando proclama que todo poder emana do povo, transforma cada cidadão em participante da história nacional. Quando escolhe a dignidade da pessoa humana como fundamento da República, afirma que nenhuma existência pode ser reduzida ao desprezo. Ao declarar que todos são iguais perante a lei, ergue um ideal permanente de justiça. Ao assegurar a liberdade de manifestação do pensamento, protege a palavra como instrumento da consciência. Ao proibir a tortura e qualquer tratamento desumano ou degradante, proclama que a humanidade jamais pode ser vencida pela violência.

 

A Constituição também conversa com os gestos mais simples da vida cotidiana. Ela inspira o respeito ao próximo, protege a liberdade de crença, assegura o direito à educação, à saúde e ao voto, fortalece a família, preserva o meio ambiente e exige moralidade na administração pública. Onde houver corrupção, haverá uma afronta aos valores de honestidade e probidade que ela consagra. Onde houver discriminação, haverá uma ferida aberta no princípio da igualdade. Onde houver abuso do poder, a Constituição permanecerá como limite e esperança.

 

Nenhuma Constituição é capaz de transformar uma sociedade apenas pelo peso das palavras. Sua verdadeira força nasce quando seus princípios habitam a consciência das pessoas. As leis podem orientar caminhos; porém, somente a ética, a responsabilidade e o compromisso com o bem comum lhes concedem vida.

 

Assim, a Constituição Brasileira deixa de ser apenas um documento jurídico para tornar-se um pacto permanente entre gerações. Ela lembra que a liberdade exige responsabilidade, que a justiça necessita coragem, que a democracia depende da participação do povo e que a dignidade humana jamais pode ser negociada.

 

Enquanto houver brasileiros dispostos a defender esses valores, a Constituição continuará sendo mais que um texto legal: será a consciência viva da República, a guardiã dos direitos fundamentais e a verdadeira alma do Brasil.

 

Antonio Domingos Ferreira Filho

A Domingos

31 de julho de 2026

Trabalho  coordenado e projeto de Antonio Domingos e Internet.

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Sonho em Neve e Fogo

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Sonho em Neve e Fogo

 

Das galáxias desceu uma nevada de cristais ao chão,

 Pedras de gelo vestiram a madrugada de branca amplidão,

 Num sonho OBLÍQUO, a lua desenhou outra dimensão.

 

No jardim despertou um viajante de rara formosura,

 Talvez viesse de Marte com silenciosa arquitetura,

 Seu olhar SENSATO irradiava paz, encanto e ternura.

 

Levei-lhe afeto nas mãos em delicado ensejo,

 Ao novo morador entreguei sincero desejo,

 E um perfume amadeirado floresceu em meu beijo.

 

Baunilha e couro acenderam o coração em FOGARÉU,

 As árvores cantaram hinos sob o azul do céu,

 Enquanto a esperança bordava ouro em cada véu.

 

Não dei mais valor às vozes de antiga ilusão,

 Minhas vestes emocionais venceram toda provação,

 E jamais encontrei morada na fria SOLIDÃO.

 

Se a neve visita os astros, o amor também cria abrigo,

 E um sonho mal dormido fez do impossível meu eterno caminho.

 

Fim

 A Domingos

 31 de julho de 2026

 

Saiba mais…

Eternamente, não sei..

 

Eternamente, não sei…

 

Nem sempre o que vivemos foi passado, é presente ou será futuro 

 

O carinho, a amizade, a ternura, a penúria, o pudor e falso poder de antigamente e o aninho, a raridade das pedras preciosas, o Amor de qualquer momento ou Paixão…

A Guerra, a Paz vivem e existem no mesmo instante, no eterno do Agora…

 

Estabelecem relações na alma sempre presentes no pressentimento ou nada do foco vazio preenchido nos odores das flores e no choro dos sofredores de plantão.

 

Eternamente não sei se existe, nem persiste, não tem vez , hora ou lugar…Oh! Tempo desconhecido, já banido 

 

A hora é agora, o minuto seguinte é agora, o passado é agora e foi bullying…já passou e morreu.

Penso agora , sou o presente…

 

Eternamente, não sei…

 

Fim

A Domingos

Janeiro de 2026

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Saiba mais…

Liturgia

 

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Liturgia

 

Lenço límpido llora ao luar 

Lugar lindo liberta a lembrança 

Loiríssimo lauto traz o leve ao mar

Luz lenta lança paz e confiança 

 

Lousas lisas lembram a longa luta,

Lábios leais louvam linda lição 

Lâmpada de lágrimas o lamento

Lajota furada da qual a livre escuta

 

Leve lufada leva a horta loucura

Logo lança lenço no logro pensamento

Lúcida lenda liberta a Lea leveza

Léon Denis levanta frases longínquas 

 

Lótus livre louva a lava lata certeza 

Lutar findo lava a longa larga labuta

Lampadário alto ilumina linda beleza

Lacra o Poema da lanterna astuta 

 

Fim

A Domingos 

12 fevereiro de 2026

Saiba mais…

Dia Nacional da Vinha e do Vinho

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Dia Nacional da Vinha e do Vinho

31 de Julho

 

Na vinha desperta o milagre da colheita,

Cada cacho amadurece sob luz cristalina,

E o tempo faz da uva uma taça perfeita.

 

Bordeaux eterniza a nobreza da memória,

Borgonha perfuma a mesa com realeza,

Champagne faz das bolhas um hino de vitória.

 

Barolo amadurece o silêncio da adega,

Rioja veste a noite com rubra claridade,

Porto adoça a alma em serena entrega.

 

Há tintos profundos, brancos de delicadeza,

Rosés de ternura e espumantes de alegria,

Todos celebram a videira em sua natureza.

 

O poeta brinda a vida no jantar cotidiano,

Taça com vinho tinto e o afeto a sua morada,

E um gole transforma um instante em humano.

 

Que o vinho permaneça servindo fraternidade,

E faça da poesia um brinde terno à eternidade.

 

Fim

A Domingos

31 de Julho de 2026

Pesquisa vinhos Internet 

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Nosso Amor Celestial

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Nosso Amor Celestial 

 

Nosso destino floresceu entre galáxias silenciosas,

As bússolas aprenderam o idioma das magnólias,

Teu olhar incendiou auroras milagrosas.

 

O horizonte recolheu as pétalas do infinito,

A chuva lapidou o mármore do meu espírito,

Os cometas colheram o néctar do insólito.

 

A eternidade bordou vitrais sobre o vento,

Minha pele hospedou constelações de encantamento,

Os espelhos libertaram pássaros do pensamento.

 

Nenhum inverno alcança jardins de tal grandeza,

A esperança coroou o tempo com delicadeza,

O universo ajoelhou-se diante da beleza.

 

Os rios escreveram sonatas em pergaminhos celestes,

As montanhas despertam catedrais agrestes,

Nossos passos semearam primaveras incontestes.

 

Enquanto o cosmos reinventar a luz em cada alvorada,

Nosso Amor permanecerá a mais perfeita jornada.

 

Fim

A Domingos

13 de abril de 2026

Dicionário Antonio Domingos 

Formato ADOM 

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Ypê e suas Cores

 

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Ypê e suas Cores

 

O ipê amarelo desperta a alvorada,

O vento perfuma seus galhos em oração,

O ipê rosa sorri pela estrada encantada.

 

No inverno floresce o ipê roxo em nobreza,

As borboletas escrevem jardins na amplidão,

E o silêncio veste a manhã de beleza.

 

Cada estação renasce em perfume florido,

Enquanto o tempo floresce no coração.

 

O céu recolheu pétalas do impossível colorido.

 

E cada ipê transforma a paisagem em emoção.

 

Fim

A Domingos

Julho de 2026

Ypês Coloridos 

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Amor Velado nos Cosmos

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Amor Velado no Cosmos

 

Pertinente foi o silêncio que alimentou minha centelha,

Uma estrela bordou o horizonte com abelha de cor escura,

E meu coração fez monção sobre o cosmos em ternura.

 

O cometa abriu viagem interestelar no amor sarado,

Perfume zerado depois de exalado dormiu nas embalagens do destino,

O quadro negro sorriu quando o giz indolor desenhou um superverso cristalino.

 

A transmutação do verso tornou-se foguete de cristal,

Sobre um tapete persa, as Obras Persas conversavam com o etéreo,

Enquanto a civilização aprendia a respirar o invisível mistério.

 

Um jacaré-do-papo-amarelo, ora de rabos verdes, guardava o luar,

Nosso Jacaré presidente legal e letrado de rabos perdeu a síncope do tempo,

E a chuva de pétalas de rosas brancas do céu alfabetizou o vento.

 

Geleias coloridas disfarçam armadilhas do escorregão,

No chão, o tombo entortou as pernas, trincando o fêmur da ilusão,

O trinca-ferro flagrou a idosa na maca e transformou pranto em trinado.

 

A cadeira vazia do cadeirante sorriu para a flor de jasmim e quer morar no espaço sideral.

O amor de calor abraçou o ofurô furado que nada pensa, enfim,

E uma catapulta da guerra lançou geleiras coloridas sobre um jardim sem fim.

 

Que paz faz este beija-flor sugando o néctar do infinito,

Dançar, rodar, ligar dois corpos afins até a tontura virar constelação,

Cantar, e os cantos pubianos melindrarem docemente a timidez do coração.

 

Nossa Senhora de Fátima surgiu em visão solitária e luminosa,

Nossa Senhora, Virgem Maria, Virgem de Origem, cobriu o céu com esperança,

E os milagres dos elefantes de trombas da irritação adormeceram como criança.

 

O diamante encontrou a amante na curva da eternidade,

O rubi fez reverência à Rabi sob a esmeralda de grinalda transparente,

Enquanto o cavalo-marinho, tão pequenino e desprotegido, cavalgava a corrente.

 

A sedução pela humilhação perdeu a contração da tristeza,

Um barquinho de papel perdeu-se em alto-mar para encontrar o infinito,

E as águas do mar viajaram ao planeta céu sem deixar nenhum conflito.

 

A lua costurou um véu de lavanda sobre o perfume das estrelas,

O silêncio plantou sinos dentro das raízes do firmamento,

E o amor velado permaneceu invisível, porém eterno, em cada pensamento.

 

Fim

A Domingos

Julho de 2026

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Passagens da Vida

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Passagens de Vida

 

Nada mudou na ventania que suspira 

Em um outrora distante deste instante cadente 

Busquei um momento em que uma flor respira

Meu sorriso seria um álibi do vermelho ardente 

 

Em meio a praça sem graça a criança ouvira

Tecidos coloridos dos bonés sempre presente 

Brincam de patins de aço roda que previra  

Calças curtas, largas esperanças decente 

Nada mudou… 

 

As pipas bordavam ao vento a brisa insurgira 

E o tempo guardava onde tristeza mentira

As ruas andavam elas mesmas na mente

Na busca da felicidade enxergo o sol eterno

As artérias rubi de meu coração temente

Mas meu caráter resiste persiste materno 

Nada mudou 

 

Fim

A Domingos

26 de julho de 2026

Reformulado conforme as regras.

 

 

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