Atemporal
Vida em tom turvo, sombra de perfídia,
O tempo molda a dor na claridade,
E a voz se perde em vã oralidade,
Guardando no silêncio a mesma insídia.
Na fria calçada a mente se irradia,
Sob céus rasgados pela ansiedade,
Retorna à face antiga da verdade,
Qual esfinge muda em sua ironia?
No vão percurso, a dor se desatina,
Pedras ferem o passo inconsequente,
E o tempo cinza a carne que se mina.
Das fendas surge o asco persistente,
Mas algo além da sombra ainda ilumina,
Nas asas do porvir, febril, latente.
Fim
A Domingos
18/03/2026
Comentários
Aplausos amigo Antonio! gostei do seu poema! Abraços!
Caro Amigo A. Domingos: parabéns pelo soneto, com toda a carga melódica do decassílabo heroico! A chave de ouro nos dá o alento de que, passados os vagalhões das vicissitudes, a bonança de prenuncia.
Abraço do jota.
Muito obrigado Prezado Poeta pelo valioso comentário.
De fato estes versos são por demais reflexivos...
Como há nuances de tudo estar fora do lugar denominei de Atemporal..
Mas, o Soneto fecha com a esperança de um porvir.
Abraços fraternos e gratidão por sua atenção e apreciação.
Uma honra ter seu comentário
Vamos reiterar o DESTAQUE do Luiz Carlos.
Muito obrigado amiga Margarida pelo generoso e importante Destaque.. Sempre um grande incentivo para nós aprendizes de Poeta e Amantes das Letras.
Abraços fraternos e esteja bem
Notável sua poesia, caro amigo das letras. Parabéns. Grande abraço
Nossos agradecimentos por vossa leitura prezada Poetisa Lilian
Abraços fraternos de Fernanda e Antonio Domingos
Sob céus rasgados pela ansiedade,
Retorna à face antiga da verdade,
Olá Antônio! Destacado, abraços!
Nossos agradecimentos pela leitura e Destaque de trechos e por vosso pessoal Destaque.
Muito obrigado por vosso apoio
Abraços fraternos de Fernanda e Antonio Domingos
Caro poeta Antonio Domingos
Uma bela composição poética.
Parabéns!
Abraços
-
1
-
2
de 2 Próximo