E novamente a tarde se contrista,
Como dois olhos vagos e dolentes,
Que vão em busca d'um lago e frementes
As refulgências da noite ametista.
E mortuárias brumas doutros poentes,
Uma lembrança sequer não se avista,
Alma de flores alma que é benquista,
Andas contigo ocasos redolentes...
Andas contigo alma de misereres,
Toda dolência fria dos sofreres,
Toda agrura d'ocaso em seu final...
E quando a noite já se aproximava,
A lua uma ária para ti cantava,
Arpejos de um plangor sentimental.
Thiago Rodrigues
Comentários
Gostei
Parabéns poeta
Obrigado, poetisa!