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Prosa Poética
Comunhão
Essa comunhão entre o homem e as aves demonstra gestos de afeto. Enquanto o mar murmura canções ao chegar à areia, as aves se aproximam do ancião como quem oferece carinho.
O velho estende a mão aos pássaros como quem pede proteção, pois sabe quão curta é a vida, e todo momento ativa a memória, deixando lembranças.
Não são oferecidos aos pombos alimentos, mas um braço para que pousem e satisfaçam a emoção sentida pelo homem. Nesse encontro, o coração acelera e as memórias vêm à tona.
O velho anseia aproveitar o dia ensolarado para ouvir o barulho do mar e os pássaros que por ali voam num gesto grácil.
Ceia farta de doçura: alimentos que adoçam a alma de quem já viveu momentos inusitados de belas estações.
Há perfeita harmonia entre a natureza e a amizade das aves, uma cena tão real, tão bela, que parece um sonho.
O mar, as ondas, o velho sentado, apreciando e brincando com as aves; e, a cada gesto de oferecer uma saudação à natureza, nasce encanto nos olhos de quem, de longe, aprecia o espetáculo.
Márcia Aparecida Mancebo
Comentários
Um encanto de Prosa, pelo maravilhoso tema em seu impecável texto..
Os animais iguais são amigos...eles têm bons segredos...se comunicam...se respeitam.
E assim, deveria agir o homem a cuidar melhor dos animais, com todo o respeito, como se tratasse como um próprio irmão..
Assim ensina está Prosa a amar as Aves , assim como devemos amar, ao menos respeitar os demais animais.
Tenha o meu simplório destaque por esta maravilhosa Poesia em Prosa de Excelência total..
Abraços fraternos amiga Poetisa Marcia
Obrigada pela atenção e carinho, Antônio. Um abraço