A canção nos torna solitários
Ou talvez sejamos apenas nós
Que tenhamos aquilo necessário
Para entrar sentar e... ficar a sós
A sós e presos naqueles acordes
Contraditoriamente libertadores
E por mais que talvez você discorde
São cogumelos dando voz aos bastidores
Quando amanhece e a neblina se espalha
Percebemos que dos sonhos nada restou
Algumas imagens sem vida que às vezes calha
Com uma lembrança e sim é tudo que sobrou
Até que as mesmas vozes baixas dos corredores
Sussurram em nossos ouvidos clamando atenção
E nos fazem correr na direção dos encantadores
Solos floridos alterando totalmente nossa vibração
Volto enquanto ainda tenho a minha liberdade
A sanidade de entender que ainda existe salvação
Que os sonhos estão vivos essa é a minha vontade
E os trarei diante de ti concílio de minha redenção
Deus abençoe os dois lados
Carlos Correa
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