"De Improviso"
A noite silencia
Os ruídos da circulação
A alma recatada
Finge adormecer
A madrugada calunia
Os caminhos sensação
A Paixão arrebatada.
No beiral da cama
Teimosia desejo cinzento
Anestesia jovem birrento
Os lençóis em chama
Do quarto não reclama
Toalhas bordadas
Apliques.
Borboletas aladas
As cortinas esvoaçantes
Os corpos bailam no ar
Adolescentes amantes
Jamais acordarão o sol
Uma transa de surpresas
De tensão e emoção
De Josés e Terezas
Canção do mesmo diapasão
Fim
ADomingos
Dez 24
Comentários
Que lindos versos, Antonio!
Encantada te aplaudo de pé
Abraçosss
Nós agradecemos de coração sua leitura e apreciação.
Uma honra amiga Poetisa Ciducha