De Improviso
Sem ter o que escrever
Eu insisto e rabisco
Uns riscos no papiro
Uma mentira de poeta
É folha de caderno
E caneta esferográfica
Papiro um raro respiro
Um susto assunto de outrora
Então eu sou um pecado
Que rastreia versos
De Improviso
Em nome de Dona Aurora
Noite chegando
O sol se escondendo
Atrás da montanha
O sol com vergonha
Do dia igual que se vai
Que se esvai
Por um ralo qualquer
Baratas entram e fogem
Do fedor do inseticida
A geladeira vazia
O fogão sem gás
O prato um belo bibelô
A felicidade foi efêmera
A vitória foi verdadeira
Verdadeira ilusão
Cadê a manteiga no pão
A tristeza quer porque quer
Se eternizar
O agora que se exploda
Um café no copo de gelatina
Sem açúcar eu aceito, ora pois
Só quero da marca Primogênito
Sem mais para o momento
O tempo custa caro
O meu coração soluço
A minha alma incolor
Não durmo de bruços
Uma esperança
Deitar e dormir com travesseiro
Utopia é estar poeta
Um dia de Improviso
Fim
A Domingos
Rev ADFF 2017
Comentários
Antonio
um improviso poético genuino
realmente o tempo custa caro e não é retornavel
o que é agora pode não ser mais daqui a pouco
um abraço
Gratidão por excelente comentário amigo Poeta Davi..
Obrigado
Escrevestes de improviso com versos cativantes e verdadeiros. Parabéns, Antônio!
Abraços
Gratidão amiga Poetisa Marcia..
Por sua atenção e apreciação
De improviso ou planejado, sua págian sempre traz poesias que falam diretamente ao coração do leitor. Grande abraço, Antonio
Muito agradecido por seu valioso comentário..
Uma honra ter sua atenção e leitura e apreciação generosa.
Abraços fraternos amiga Poetisa Lilian
Nobre poeta Antonio Domingos
Um terno e sensível poema.
Parabéns!
Abraços
Agradeço muito de coração prezado Poeta JC Bridon por valioso comentário..
Abraços fraternos prezado Poeta