Dobradiças

Algumas vezes eu acordo a porta se fechando
Imagino as palavras sem espaço sem sua luz
E por onde antes os versos livres iam entrando
Um vazio amargo solitário feiticeiro sem capuz

Até que um feixe colorido atravessa o ar denso
Quebra o silêncio frio preenchendo meu peito
Seu olhar seu sorriso se espalha como incenso
Ouço o ranger da dobradiça um verso estreito

Uns dizem são os sonhos a fonte da inspiração
Outros já asseveram ser a dor o grande clarão
Fico imaginando o que me faz sentar e redigir
O que faz de uma canção esse profundo sentir

Deus abençoe quem fica do outro lado do portão
Carlos Correa

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Comentários

  • Fantástica essa sua criatividade e esse titulo bem simples e ordinária de um objeto cotidiano destacou sua poética de forma exuberante no contexto. Aplausos

  • Quem sabe, o poder que nos leva a escrever 

    flutuando em notas de canções... tão especiais 

     

    Parabéns 

  • Maravilhoso poema!!!! Parabéns, Carlos.

    Um abraço 

    DESTACADO 

  • Carlos

    lindo versar

    um abraço

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CPP