Doideira
Em tempos de alarido e confusão
Eu avanço loucamente na contramão
Busco desvencilhar dos empecilhos
Traçando rotas pelos pântanos e abismos
Credito a minha insanidade essa opção
Habito uma casa abandonada lá estação
Convivo com fantasmas legais e camaradas
Dialogando com eles minha "boa" condição
Para quem lê essa escrita avessa e amalucada
Não imagina o que é estar reclusa e desorientada
Da vida, busquei quase nada, e suportei o combate
Sei que mal de mim falam, então quero ir para Marte
Há algo estranho no ninho, preciso olhar pelo fechadura
Olha só que galante ogro, chegou de armadura!
Um louco caminha de modo familiar no parque
Vou fechar a escotilha antes que ele me mate
Lilian Ferraz
08/04/2026
Deus é bom, sempre! 🙏
Comentários
Olá Lilian! Saudações ao poema! Talvez a doidera seja pelo ritmo do mundo, das preocupações. Ao citar o pântano a poetisa pode estar querendo novoss ares. Fique bem!
Agradeço a presença e apreciação✨🙏
Uma poesia bem criativa! Um imginário fértil! Parabéns!
Grata, carissima. Abraços
Você é muito criativa. Talentosa também.
Agradeço, Margarida. Bjs
Lilian
A vida atualmente está muito mudada
Um monte de direitos e nenhum dever
Um versar reflexivo
Um abraço
GRata, Davi. Abraços
Belíssimas metáforas, uma poesia reflexiva...Uma percepção da vida onde tudo parece estar fora de lugar e as percepções em que tudo está fora de lugar. Indiferenças são relatadas de forma até alarmante.
Mas, a Poesia e a Poetisa estão em protagonismo absoluto mesmo em meio ao caos.
Parabéns por belíssimos versos e lindíssima Poesia de Excelência com certeza
Não é mais do mesmo...e assim é bom de ler com prazer.
Abraços fraternos amiga Poetisa Lilian.
Belo trabalho poético
Agradeço de coração, caro Antonio.