DUETO: Ciducha e Antonio

 

 

 
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Divagando...
Ciducha
 
Por que os velhos não podem sonhar?
O coração e a alma, esses não envelhecem.
O corpo pode cansar, os olhos podem se apagar,
Mas o amor, esse insiste, e faz o peito suspirar.
 
Por que os velhos não podem sonhar?
Se o amor é eterno, e a alma não tem idade?
Que continue sonhando, que o amor não tem fim,
E que os sonhos, esses, nunca envelhecem. Sim!
 
Velhos sonham com o passado,
Mas o amor sonha com o futuro.
O coração não tem idade,
E o amor, esse é sempre puro
 
E quanta ternura pode haver.

 

 

 

 

Chegar da Velhice

Antonio Domingos

 

"Não quero ser um peso na minha velhice”

 

Não tenho medo de envelhecer,

Não temo as rugas nem a pele que se solta como um lençol ao vento.

Não me assustam os cabelos prateados nem o passo lento dos meus próprios pés.

 

Não temo a solidão,

pois aprendi a amá-la,

tornei-a minha aliada,

meu refúgio.

meu conforto,

minha companheira

 

Mas há algo que me inquieta, algo que se esconde nas sombras dos anos que ainda não vivi: o destino.

Esse destino que joga com cartas marcadas, que às vezes te senta à mesa com um copo de vinho,

E noutras, te deixa à espera, debaixo da chuva, sem abrigo.

 

Não quero ser um peso, um suspiro de resignação nos lábios de alguém.

Não quero ver nos olhos dos outros o reflexo da minha fragilidade, da minha dependência.

Não quero que o meu nome se torne sinônimo do sacrifício de alguém.

 

Quero ser vento, quero ser brisa,

Quero continuar a mover-me mesmo quando o corpo doer.

Quero que a minha velhice seja um poema de liberdade, um café com cheiro de memórias,

Uma tela que ainda busca o seu último toque de pincel.

 

Não temo a velhice.

"""""Temo perder-me num destino que não escolhi.""""

 

 

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Comentários

  • Trieto: Ciducha nos lembra que a alma não envelhece,
    que o amor insiste e nos faz sonhar mesmo com os anos.
    Antonio Domingos nos mostra que a velhice é liberdade,
    um poema de vida e memória, com espaço para escolhas e brisas.
    E eu vejo que envelhecer é um dom de amor do Pai,
    uma oportunidade de viver com ternura, reflexão e gratidão.

    Juntos, aprendemos:
    a idade não limita o coração,
    não apaga os sonhos,
    e cada ruga é um traço da beleza de quem viveu.

    Envelhecer é um Dom de Amor

    Envelhecer é dom de amor,
    presente do Pai que nos permite viver cada instante.
    É caminhar com passos mais lentos,
    mas com o coração mais cheio de lembranças e ternura.

    Cada ruga é verso escrito na pele,
    cada fio prateado, luz que ilumina histórias.
    Os olhos podem cansar de ver o mundo,
    mas a alma permanece jovem, curiosa, aberta.

    Envelhecer é aprender a ouvir com paciência,
    a olhar o outro com empatia,
    a valorizar o silêncio e o aconchego de memórias partilhadas.
    É perceber que a vida é poema
    e que cada experiência é melodia que fortalece o coração.

    Não é peso nem perda,
    é benção que transforma a fragilidade em beleza,
    o cansaço em reflexão,
    o tempo em sabedoria.

    O Pai nos concede envelhecer,
    para que possamos amar com mais intensidade,
    perdoar com mais calma,
    e agradecer com mais profundidade.

    Envelhecer é dom de amor,
    um caminho que revela a plenitude da vida,
    um convite a honrar cada instante,
    a respeitar cada história,
    e a celebrar a dádiva de simplesmente existir.
    Therezinha Sant' Anna

    • Uauuuuuuuuuuuuuuuuuuu, ficou umsa lindeza esse trieto, Therezinha

      Obrigada pela preseça

      Srá quer vc pode montar esse trieto pois agora estou sem meu pc e no celular não sei mexer rs

      Beijossssss para ambos

    • Parabéns amiga Therezinha por belíssima Poesia acerca da terceira idade como uma benção de Deus...

      Aprovo com louvor a parceria em TRIETO.

      Uma honra para nós sua presença nobre Poetisa 

  • Agradecido demais amiga Poetisa Ciducha por este lindíssimo Dueto... Parabéns amiga Ciducha Saudações poéticas 

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