Eco

ECO

Vazio que moras em mim
E que desvestes minha alma,
És vida que não vivi,
Lamento que nada acalma.

Vejo junto a minha tumba,
Sem que haja fenecido, 
O fogo-fátuo que alumbra
O eco de um mundo ido.

Assim os dias vão morrendo,
E à sombra das suas horas
Nos sonhos vão renascendo
As luminosas auroras.

Mas tudo está consumado,
Salvo o eco desse amor,
Carvalho não derrubado
A despeito desta dor.

ECO

Vacío que vive en mí,
el que me desviste el alma,
es vida que no viví,
lamento que nada calma.

Observo junto a mi tumba,
sin que haya fenecido,
un fuego fatuo que alumbra
el eco de un mundo ido.

Así los días van muriendo,
y a la sombra de las horas
sueño que van renaciendo
mis luminosas auroras.

Mas todo está consumado,
salvo el eco del amor,
roble jamás derribado
a despecho del dolor.

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Comentários

  • Uauuuuuuuuuuuuuuuuuu, que lindeza Juan!

    Meus aplausos e meu abraço carinhoso

    • Muito obrigado, querida amiga!

      Beijos.

  • Parabéns.

    Belo poema Juan! Gostei demais.

    DESTACADO 

    Bj

    • Muito obrigado, querida amiga.

      Beijos.

  •  

    Aplausos mil! Belo poema! Adorei!

    • Muito obrigado, estimada Edith!
      Grande abraço!

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