Entre alvas seguiste a lua nova,
Essa sombra de suaves redolências,
Já vagastes por sobre uma cova,
Envolta pelo véu dessas dolências.
E a névoa por sobre a tua alcova,
Tem as mágoas de pálidas fulgências,
Como o vento que entoas uma trova
Nos caminhos de etéreas florescências.
Algo de antigo vagueia nesses ares,
Algo que lembra-me das melodias
E da alma luminosa dos luares...
Alguma coisa dos meus tempos idos,
Remetem essas ruas tão vazias
Com seus clarões d'aurora envelhecidos...
Thiago Rodrigues
Comentários
Belíssimo soneto, Thiago! Parabéns.
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Um abraço