Entre Cinzas e Estrelas
Do pó da dor levanto a minha estrada,
Com foco em luz que insiste em renascer;
A saudade me fere sem me vencer,
Pois faz da queda um voo de alvorada.
No escuro, a alma encontra-se guardada:
O luar ensina o medo a adormecer;
Estrelas dizem: “é preciso crer”,
E a noite aprende a ser iluminada.
Da cinza fria surge novo ardor,
Liberta-se o desejo em mansidão,
E a fé conduz o pulso do viver.
Se o peito sangra, pulsa ainda amor;
No tempo aceso, nasce a redenção:
É esperança em chamar a me erguer.
Fim
A Domingos
Janeiro 2026
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