À Beira do Que Não Digo
Às vezes,
o coração fala antes de mim,
e diz coisas que eu não queria ouvir.
Há gestos que guardo no peito,
e palavras que ficam presas
entre o que sinto e o que suporto sentir.
Nem sempre sei explicar
o peso dos meus silêncios,
mas sei que eles carregam
tudo o que ainda não consegui dizer.
E mesmo quando pareço distante,
ou quando minhas sombras são mais altas
do que o caminho que tento seguir,
há em mim uma parte que permanece
esperando a luz que um dia vi nascer.
Se o tempo quiser,
ele há de costurar o que rasgou,
e talvez eu encontre coragem
para falar o que sempre calei.
Até lá,
deixo que este poema seja
a borda do meu silêncio.
Comentários
Caro poeta Jilmar
Um versar elegante mas muito bem elaborado.
Parabéns
Abraços
Obrigado, amigo!
O silêncio diz tanta coisa. Belo poetar. Saudações
Obrigado, Lilian!🫶