Era do Ruído
No recôndito da consciência germina caridade
Que se eleva sobre o mundo em pura santidade
E transfigura a existência em nobre dignidade
No íntimo do ser irrompe grave inquietação
Quando a multidão se perde na própria dispersão
E a mente busca refúgio na cura meditação
Ergue-se ao infinito solene plena prece
Que em silêncio a eternidade reconhece
E diante do Mistério reverente permanece
Entre as ruínas o templo resplandece esperança
Que à fadiga da alma jamais se cansa
E conduz o espírito à suprema confiança
Sob estrelas e galáxias, o Astro Rei, diz
O Sol recorda ao homem que o tempo julga
A vida que parece apenas o tempo cicatriz
Fim
A Domingos
12/02/2026
Comentários
Antonio
um versar reflexivo
o astro rei julga
o tempo passa rapido demais
um abraço
Com certeza muito reflexivo..Os ruídos que machucam nossa alma há de se parar com silêncio e Paz.
Muito obrigado por seu valioso comentário prezado Poeta Davi.
Abraços Poéticos