Quando a porta se abriu,
e o vento atravessou o silêncio da casa,
um eco antigo buscou por mim —
mas encontrou apenas o vazio
dos lugares onde antes eu cabia.
Quando a noite caiu sem aviso,
e o mundo pesou mais do que deveria,
as mãos que procuravam abrigo
descobriram que o tempo muda de direção
quando o cuidado deixa de ter morada.
E se, entre lembranças dispersas,
um instante de tristeza vier sem permissão,
não haverá quem transforme o desalento em descanso,
nem quem recolha a dor antes que ela cresça.
Porque o que um dia foi presença,
hoje é apenas distância.
E, ao final de cada caminho,
quando o cansaço pedir companhia
e os olhos buscarem quem sempre acolheu,
haverá apenas o silêncio anunciando
o que já não pode ser negado:
Eu não estava lá.
Jilmar Santos
Comentários
A poesia sempre expressando emoções diversas de modo singular. Aplausos e flores a ti, Jilmar.
Jilmar
parabéns
um abraço
Lindooooooooooooooooooooo!!
Aplausos, Jilmar!
Abraços
Encantada com tanta beleza,Jilmar! Parabéns pela bela inspiração.
Um abraço