Eu sei que em noites quentes viceja...

Eu sei que em noites quentes viceja 

A saudade, e que nas sendas floridas,

Uma lembrança do passado adeja 

Trajando o luto de horas fenecidas.

 

Seguimos sem saber quem lacrimeja,

Como essas brumas pelo céu perdidas,

E a tarde que nos olha benfazeja

Suaviza-nos do peito as feridas.

 

Sem saber onde a morte nos espera,

Deitamos no inverno d'amargura 

Esperando o florir da primavera...

 

Talvez o céu de brumas e poeira,

Antes de termos nossa cova escura

Nos seja a lembrança derradeira...

 

Thiago Rodrigues 

 

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Comentários

  • Parabéns, Thiago! Belo soneto!

    DESTACADO 

    Um abraço 

    • Grato pelo comentário, Márcia! Um abraço!

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