Falso Poeta
…escrevo falsa Poesia.
A aliteração me persegue inconsciente sem efeito de verdadeira mensagem ou emoção.
As rimas reincidem invenções sem lógica na inscrição e interpretação.
Os versos atropelados, as palavras, a semântica atordoada não tem sequência inteligível.
“....A coisa rimada sem a devida remada,
Versos inconsequentes soam vazios
Quisera pudesse soar em silêncio
É dor com Amor, Coração com Não
Submerge sem reflexão sem noção
Vazios sem inebriante qualquer emoção
Falsa Poesia, engano de quem lê
Ledo engano Poeta que quer ser …”
Não é pecado que se leve ao inferno
Mas, caráter, reputação em inverno
Se extenso sou ninguém, se curto seria um alguém!
Sem rebuscar ninguém é plausível.
Se rebuscar um atentado com fuzil.
O que seria palavras e versos de uma mediana na Poesia!!!
Deus me ofertou o singelo dom de montar falsos poemas, incrédulas prosas.
Eu, dicionário ambulante, as palavras são linhas de costura emboladas cheias de cicatrizes…
Abstinência para o vocábulo da vez, e assim escrevo a palavra errônea.
Não supero adoçante, faz mal a saúde mental. Uso o açúcar que atinge minha diabetes.
Abstinência sofro se fico um minuto sem escrever uma falsa prosa.
Sem açúcar e sem adoçante.
Uma doce retardada Poesia.
Quem se faz entendido Poeta
Falso que se mostra um profeta
A tal rima se encaminha corneta
Fim
Antonio Domingos
Set 22
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