Fatos, Versões e Fé
Torá, Tora, Tara !!!
Torá… pentateuco, judaísmo, crença
Número cabalístico 5, cinco livros bíblicos,
Aparentados acíclicos…Fé que nunca dorme..
Em sismos, Sincretismo, defere mimetismo.
Na adoração pelo céu do Brasil sem desavença
E me poupem, levem meu anel, poupem meu dedo.
Tora… sem certidão de nascimento, sem registros civis, cascuda , mas fenecida no assoalho de terra enlameada…
De mais servidão não convém, perda irreparável.
Tara… é da carne sem norte ou morte.
Pecaminosa quando nega o outro,
Sem perdão porque não quer conciliação.
Tara do garrafão de vidro: tara assinala zero,
a equação é o recipiente vazio sem alma.
Mente à deriva no escurecer da vista terrena:
que trombose, que trombone
o sopro falha, o som se engasga.
A tora serrada pela motosserra;
A serra, antes montanha de natureza,
agora nua, devastada.
Improvável salvação do mundo imundo:
mãos não lavadas, bactérias em reinos;
Queríamos higienizar a consciência.
Oh, sujos! e os porcos sorriem dos homens
submundos; a microbiologia passou por aqui
e não ancorou no hábito do espírito.
Atura, ó ser de fé, retida nas próprias latrinas;
Lágrimas não são banhos de purificação.
O atraso não cura:
não é saudade saudável de outrora,
é um mundo que ainda resiste; ora pois, resiliente.
“Conhecereis a verdade”, diz o Verbo antigo,
mas a verdade dói quando espelha o rosto.
A seca induziu a terra ao burnout do indizível:
Fertilizantes inúteis em chão morto,lápides de poeira que voam ao menor vento.
Ainda assim, o homem fere,
E a esperança insiste em semear silêncio.
Mas o sol escreve poesia envergonhada:
O sol deita-se atrás das montanhas, no horizonte,
quer descansar, dormir e sonhar.
Um crepúsculo dourado dá gosto de viver.
E a noite pede silêncio, pede paz:
passarinhos dormem em ninhos
Aninhar, aninho, aninhar palavras as quais o Poeta ama ..
Sinto palavras que encaminham a paz.
Isto tudo é poesia da alma, flui no instante, discreta, quase sem nome.
A poesia simples tem vida própria
Difícil é isto negar.
Sem a Poesia não se vive.
Sem vida para contemplar,
Viramos poesia falsa, sem história.
Momento de roupas brancas,
impacientes no armário:
querem moldar-me
e levar-me ao santuário.
Levarei velas e flores,
cantarei em orações.
Ó povo de sentir emoções
Ó povo que anda a pé
Na sutileza e na fortaleza dos seus calos,
A fé grita alto, mas aprende a ouvir.
Fim
A. Domingos
31/01/2026
Aforismo Antonio Domingos;
“ Ser humanista é escrever para revelar no homem, não apenas o que ele é, mas aquilo que ainda pode se tornar”
Fascination ...Beautiful song by Elis Regina..
https://youtu.be/n7HhxoyA3_Y?si=0By8G20xDSXgI1cb
Comentários
Antonio
uma visão poética sob medida
sempre deixando um lugar para poesia
e porque não assim dizer destacar a poesia em todos os lugares
um abraço
/
Agradecido amigo Poeta Davi por sua sempre atenção e leitura e apreciação.
Uma honra ter seu comentário aqui no CPP.
Abraços fraternos..
Uma honra ter seu comentário