Até quando, poeta, tecer teus versos,
Responde à vida que lhe pergunta,
Teus olhos, ai, em lágrimas imersos,
Estão a ver uma imagem defunta.
Saudade sentes dos tempos vetustos,
Artesão das palavras, assim vives,
Nas veredas, pelos bosques augustos,
Andando pelos pávidos declives...
Assim vives indo pelos canteiros,
Pelas ameias de flores altivas,
Pois que de toda a dor se desprendeu...
Como vultos indo pelos mosteiros,
Em teu peito sempre andam vivas,
As melodias de um sino que morreu...
Thiago Rodrigues
Comentários
Bonito, Thiago. Você me fez lembrar construções gigantescas em forma de castelos esquecidas em Portugal.
O sino não toca mais, não existe mais os suntuosos jardins... Melodias mortas.
Fico feliz em saber que meus versos despertaram em ti boas lembranças. Grato pelas palavras, Margarida!
Que lindeza Thiago!
DESTAQUE merecido!
Bom dia, Ciducha! Obrigado pelo comentário!
Grato pelas palavras, Angélica! Desejo-te uma boa tarde!