Genésio e o Pedido de NatALL
"Vou lhes contar uma história
que é atual e ainda muito real
do Pedido do Menino Genésio
ao Papai do Céu neste natALL"
*gaDsss
Meu Querido Papai do Céu...
(ou será que é Papai Noel)?
Outro dia eu ouvi na Igreja
um Padre dizendo na Missa:
- Peça ao PAI que Ele te dará
tudo o que Lhe for solicitado
Então eu Vos faço um Pedido:
- Me dê de Presente - comida
sem que eu precise implorar
e também algumas roupas para
o frio que sinto aliviar...
Não precisa me dar brinquedos,
embora eu os deseje tanto
o Senhor sabe - não sou santo,
às vezes, alguns roubos pratico
outras vezes me drogo, confesso
MAS... Me atenda por favor
é o que ora chorando Vos peço...
Nem vou LHE pedir SENHOR
que arrume um Pai-Mãe, um Lar
pois sei que é muito difícil
achar quem queira me Adotar
e muito mais ainda me AMAR
Ah, Esqueci de dizer meu nome
- Sou Genésio - Menino de Rua
Mas... Por favor Papai do Céu,
se der uma volta pelas Praças
verás que não sou eu somente
que vivo dormindo nas Ruas
iluminado no clarão das Luas
Por isso que ora acrescento
Pois não vivo no mundo sozinho
- Cuida também dos Amiguinhos
Sonho em comer comida fresca
sem precisar de catar nos lixos
tenho que confessar que detesto
viver mesmo só comendo restos!
Sonho em ter uma caminha
que seja minha - só minha -
e que quando eu for me deitar
u'a Mãe venha me beijar
Mas... Será pecado Sonhar???
...
Genésio sai defronte a Vitrine...
E nos ares apareceu a Folha que li
Mas...
Não se sabe se a chuva repentina
Almas Amadas Semelhantes Meus,
era o chorar das Próprias Nuvens
ou o Chorar do Próprio Deus!!!
...
by: zeca-feliz - gaDs!
CPP - Casa dos Poetas KF
Comentários
Zeca, teu poema é oração que anda pelas ruas. Genésio nos ensina que pedir o essencial
também é um ato de fé.
Obrigada por nos fazer escutar
onde muitos preferem passar em silêncio.
Quando o Céu Escuta
Poema que não se lê em voz alta, lê-se de joelhos da alma.
Genésio não pede milagres, pede o pão de cada dia,
o toque que não abandona,
o cuidado que não falta.
Sua prece sobe das ruas, mistura-se ao vento,
atravessa vitrines fechadas
e chega ao coração de Deus.
“Quando o amor acontece…” não desce em forma de ouro,
desce como presença,
como mão estendida,
como olhar que reconhece
o filho esquecido.
E talvez o céu chore, não de tristeza,
mas porque alguém, enfim,
escutou.
Em silêncio e oração, Therezinha Sant’Anna
Que lindeza Zeca, que bom estar de volta e poder apreciar seus versos
Abraçosss