Ilha do Amor

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Ilha do Amor 

 

Na ilha, ela mulher despiu o silêncio

Entre grutas úmidas e maresia lenta,

Ele discreto beijou-lhe os ombros com ternura

E o mar dissolveu toda ausência violenta.

 

Nadavam sozinhos sob luas dispersas,

Mãos dadas na infância ainda escondida,

O beijo tímido, breve e antigo

Voltou como sal reacendendo a vida.

 

No reflexo morno do ventre de Maria,

Havia um incêndio secreto e sereno,

A púbis em tensão guardava marés

E a pelve dançava num pequeno desejo.

 

Abraços mediáticos diante das ondas,

Corpos suspensos na luz da manhã,

Amar na gruta tornou-se oração

E o amor cresceu onde ninguém se engana.

 

Fim

A Domingos 

12 de fevereiro de 2026

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Comentários

  • Deslumbrante poética! Li de coração 🤍 

     

    Aplausos 👏 

    • Agradecido por lindas palavras que nos deixa lisonjeado e incentivado para cada vez mais escrever...

      Abraços fraternos amiga Poetisa Lilian e flores poéticas para ti também..

      Bom domingo com os seus

  • Quanta inspiração, onde a lua a ilha as ligações com a natureza e céus. Amigo Antônio traços poéticos sempre aflorados. Sempre mais do que interessante ler te. Parabéns!Grande abraço

    • Muito obrigado pelo generoso e gentil comentário sempre de muito incentivo para nós 

      Estou na tentativa de usar novas palavras ou conjunto de palavras... Espero escrever algo de bom

      Abraços fraternos prezado Poeta Luiz Anthony 

  • Antonio

    da para perceber que o caminho poético transcreve

    sentimentos

    amor

    paz

    e a gruta é essencial para  o ninho do amor

    pois é necessário todo dia amar cada vez mais

    e o amor é imenso tomando o coração numa velocida ultra rápida

    um versar reflexivo

    um abraço

    • Agradecido demais pelo seu valioso comentário.

      Uma honra ter sua atenção e leitura preciosa.

      Abraços fraternos de Fernanda e Antonio Domingos 

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