Infinitos
Outrora, via os dias tão bonitos,
tão leves para neles caminhar;
o horizonte era feito de infinitos,
e nenhum sonho ousava naufragar.
Nada, adiante, era impossível;
bastava um clique, e a felicidade
aparecia, nunca era invisível,
fazendo-se, enfim, realidade.
Mas, depois de ver noites tão sombrias,
e a dor com a solidão ferirem meu mundo,
entendi que há tão fortes ventanias
que levam todo sonho para o fundo.
Então, risquei lembranças da memória,
e tudo o que julguei ser tão real
já não fazia parte da minha história;
o passado enterrei... sem ponto final!
Márcia Aparecida Mancebo
26/06/26
Comentários
Minha inspiração, querida
Infinitos que Restam
Ciducha
Também sonhei com céus abertos, sem medo algum de naufragar;
meus passos eram tão incertos,
mas confiavam no sonhar.
Vieram ventos impiedosos, calaram flores pelo chão;
deixaram dias silenciosos
e um frio imenso no coração.
Mas descobri que a própria vida não escreve apenas o adeus;
há luz que nasce da ferida
e novos sóis pintados por Deus.
Por isso abraço o que me espera, sem renegar o que vivi;
pois cada inverno que supera
ensina a alma a reflorir.
Saudações Poética amiga Márcia! Muito Profundo e belo. Parabéns!
Digno de aplausos e flores 🌷 👏
Márcia
parabéns
um abraço
Que lindo querida
Me inspiraste, amiga
Me aguarde . Será minha tarefa dessa noite
Beijossss