JUBILADO

Um vazio de mim se me apodera,
Há um marasmo em todo esse  ambiente.
Me falta o meditar,.... Estou à espera 
De algo  que  me torne producente,


Ou abstração qualquer que então libera
O sentir desta alma assim descrente.
Pois meu viver sem sonhos não tolera
Esbarrar no prosaico, tão somente.

E me pressinto alheio de quem sou,
Acostumado a mim, sempre entretido
Na dança em que a vida me engendrou.

Agora a consciência vaga à toa,
Penso, talvez, melhor tivesse tido
Uma mágoa ou saudade que me doa.

Tnagará da Serra, 07/09/2023

 

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