Labirinto

Naquela noite queria algo diferente
Fugir das palavras doces dos suspiros
Sem borboletas livres à minha frente
Saí pelas ruas ouvi gritos e ouvi tiros

Fiquei confuso com o mundo que eu vi
Pessoas cheias de vida e sem identidade
Na urgência de fingir viver num frenesi
Tentando ser algo além de negatividade

Cercado perdido ia esquecendo o caminho
Se a dor diminuía iam com ela os desejos
Corpos vazios vagando longe de seus ninhos
Até que veio a lembrança sutil de seu beijo

Encontrei o som das cordas ele me levaria
Eu sei ao lugar que pertenço dentro de mim
Onde seu beijo se mistura com toda magia
Amanheceu lá estavam as borboletas no jardim

Deus abençoe e proteja nossos passos
Carlos Correa

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Comentários

  • Que lindos versos, Carlos Manoel!

    Aplaudo!!

    Abraços

  • Excelente o seu versejar. Parabens pela sensibilidade aguçada. 

  • Carlos 

    lindo versar

    um abraço

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