Lâmina invisível

Sou o autor das minhas próprias feridas, uma tormenta sem vento, um laço familiar que ainda desconheço, sou alguém que feriu a cura e reabriu a ferida, um lamento que respira sem tempo,

Abri a porta para tantos silêncios exorcizando demônios que já tinha superado, sou a desordem e o controle descontrolado, quebrando coisas que já tinha consertado, mais continuo fugindo dos meus temores infundados,

Sou o jogo perverso que transforma mentiras em verdades, sou a resignação de um final cheio de saudades, aturdido e mesquinho posso seguir o caminho dos sonhadores ou ser apenas um mercenário,

Me escondo nesse jogo sujo, tentando enontrar teu peito como último refúgio, 

Sou um invento,

Um assunto,

Sou a lâmina invisível que corta o que não saiu na foto,

Sou o amor com máscara e sem rosto ...

 

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Diego Tomasco

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Comentários

  • Que lindo, Diego!

    Abraço

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