Lavra

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Fiz um poema enquanto a tarde se ia
Em cada verso disse o quanto o amei;
E foi eterno esse amor, não um dia.
Fiz um altar e o pus pra ser meu rei.

Citei tua face, teu riso bonito.
Bordei de prata a cor do teu cabelo.
E nos teus olhos, a cor do infinito.
Este escrito, confesso, fiz com zelo.

Enquanto isso, o céu tecia a tarde.
Em tom dourado com raios do sol.
Senti arder no peito uma saudade.
Em minha vida, foste meu arrebol!

Entrou a noite enquanto eu escrevia
Cada detalhe a tua imagem crava
Tanto no chão e na tarde que morria;
Na minha alma, tua luz ainda lavra.

Márcia Aparecida Mancebo

 

     

 
 
 
 
 
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