Luar da Meia-Noite
Quando o relógio inaugura outro dia
Abre-se no tempo um claro de alvor
O escuro cede à tênue claridade fria,
E a noite aprende o instante do amor.
Na praia, as ondas suspendem um lamento,
Repousa a fúria, adormece o rumor
A lua verte a um pálido firmamento,
Sobre os destroços do antigo primor
Do cansaço nasce o sopro da aurora,
Mesmo em penumbra a germinar a fé
O peito aprende a esperar sem demora,
E a dor se curva ao que ainda é o que é.
Assim, na dobrada exata do instante,
Onde o ontem esvai , o amanhã se ergue
Renovo-me no silêncio vibrante,
Como quem perde e, por perder, segue.
Fim
A Domingos
31/01/2026
Comentários
Wow....muito bom !!! Aplausos amigo, Deus o abençoe
Agradecido Poeta Carlos Correa.
Abraços
Antonio
o luar da meia noite tras tantas estorias e misterios
onde o olhar digital e poético decifra na poesia e magia da vida
um versar reflexivo
um abraço
Agradecido de coração por seus comentários amigo Poeta Davi.
Abraços Fraternos
Que lindeza Antonio!
Meus aplausos e meu abraço
Agradecido amiga Poetisa Ciducha por sua atenção e leitura e apreciação.
Uma honra para mim, nós Poetas.
Abraços fraternos
Que maravilhosa inspiração, poeta Antonio! Aplausos mil! Adorei!
Agradecido amiga Poetisa Editt por sua atenção e leitura.
Abraços Fraternos de coração