Luar da Meia-Noite

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Luar da Meia-Noite

 

Quando o relógio inaugura outro dia

Abre-se no tempo um claro de alvor

O escuro cede à tênue claridade fria,

E a noite aprende o instante do amor.

 

Na praia, as ondas suspendem um lamento,

Repousa a fúria, adormece o rumor

A lua verte a um pálido firmamento,

Sobre os destroços do antigo primor 

 

Do cansaço nasce o sopro da aurora,

Mesmo em penumbra a germinar a fé

O peito aprende a esperar sem demora,

E a dor se curva ao que ainda é o que é.

 

Assim, na dobrada exata do instante,

Onde o ontem esvai , o amanhã se ergue

Renovo-me no silêncio vibrante,

Como quem perde e, por perder, segue.

 

Fim

A Domingos 

31/01/2026

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Comentários

  • Wow....muito bom !!! Aplausos amigo, Deus o abençoe

  • Antonio

    o luar da meia noite tras tantas estorias e misterios

    onde o olhar digital e poético decifra na poesia e magia da vida

    um versar reflexivo

    um abraço

    • Agradecido de coração por seus comentários amigo Poeta Davi.

      Abraços Fraternos 

  • Que lindeza Antonio!

    Meus aplausos e meu abraço

    • Agradecido amiga Poetisa Ciducha por sua atenção e leitura e apreciação.

      Uma honra para mim, nós Poetas.

      Abraços fraternos 

  • Que maravilhosa inspiração, poeta Antonio! Aplausos mil! Adorei!

    • Agradecido amiga Poetisa Editt por sua atenção e leitura.

      Abraços Fraternos de coração 

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