Essas manhãs de olhares nevoentos,
De flores pelo vento desfolhadas,
Têm vozes que me lembram sem lamentos,
Olheiras das auroras maceradas.
Essas manhãs que velam nos conventos,
As rosas dos jardins emolduradas
Nas sedas dos auríferos momentos,
Tocadas por mãos pálidas, tocadas...
Elas já foram brancas e contritas,
Pelas brumas etéreas e benditas,
Nos caminhos de alguém que vos amava...
As pálpebras cerradas e dormentes,
Um dia, como vós, também frementes,
Deixaram de velar quem vos olhava...
Thiago Rodrigues
Comentários
Parabéns poeta Thiago! Lindo poema!
Obrigado, Editt! Uma boa noite!
Caro poeta Thiago
Uma bela poesia!
Parabéns
Abraços
Obrigado, Julio! Um abraço!
Maravilhosa sua inspiração. Aplausos a ti
Obrigado, Lilian! Uma boa noite!