Meus braços são longos e elásticos...
E querem ao mundo enlaçar
Nos momentos tristes ou drásticos
À fluidez da sorte ou do azar...
Meus braços em ângulos tão práticos...
Se abrem a quem deles precisar
Sofredores, românticos, enigmáticos
Num gesto indolor ou à dor de um pesar...
Meus braços atônitos e não erráticos...
Acolhem a flor que em todo ser há
E valem-se dos instantes enfáticos
Que a essência doce deixa exalar...
Meus braços assim... Tão fantásticos...
Se grudam a outros que o fazem corar
Extremamente... Ficam estáticos
Tal um seguro porto onde se ancorar...
(MEUS BRAÇOS - Edilon Moreira, Outubro/2017)
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