Noite Fria

Ó vida que os luares acalenta,

Quem já vai perdido e sem prazeres,

Como a doce ária de uma flauta lenta,

Que nuanças para a alma vem trazeres.

 

Longe daqui, bem longe, sonolenta 

A saudade com véu d'entardeceres,

Seguindo numa estrada poeirenta,

Sem lírios e lilases pra colheres.

 

E na noite fria como uma gruta,

Um mocho que distante vai cantando,

E minh'alma de melancolia enluta...

 

Ai, um mocho seguindo a voejar,

Sob o alvor das brumas que vão andando 

Aclareadas pelo brilho do luar.

 

Thiago Rodrigues 

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Comentários

  • Um belíssimo soneto.  👏 👏 👏 

    DESTACADO 

    Um abraço 

    • Grato, nobre poetisa, pelo comentário. Um abraço!

  • Que lindoooo!!

    Aplausos!

    • Obrigado, poetisa Ciducha!

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