Quantas vezes, sozinho, eu vi andando,
Com o véu das manhãs enevoadas,
A tristeza os lírios esfolhando
Sob um céu de luas amortalhadas.
Ia sozinha, nas trevas, vagando,
Como o vento das ermas madrugadas,
Que as folhas levaste-as rumorejando
No frescor das noites enluaradas.
Senhora, por que seguem-me funéreos
Os teus olhos de noite langorosa
Envoltos nas brumas de astrais mistérios?...
Andas contigo nessas vastidões,
O doce aromal de etérea rosa
Florindo das noturnas solidões...
Thiago Rodrigues
Comentários
Intenso e sentido poema. Tua verve poética é notável. Abraço