Quantas vezes, sozinho, eu vi andando,
Com o véu das manhãs enevoadas,
A tristeza os lírios esfolhando
Sob um céu de luas amortalhadas.
Ia sozinha, nas trevas, vagando,
Como o vento das ermas madrugadas,
Que as folhas levaste-as rumorejando
No frescor das noites enluaradas.
Senhora, por que seguem-me funéreos
Os teus olhos de noite langorosa
Envoltos nas brumas de astrais mistérios?...
Andas contigo nessas vastidões,
O doce aromal de etérea rosa
Florindo das noturnas solidões...
Thiago Rodrigues
Comentários
Belíssimo soneto! Parabéns.
Um abraço
Obrigado, Márcia! Um abraço!
Belíssimo trabalho neste Soneto de Excelência prezado Poeta Thiago Rodrigues
Tema que pode trazer desgostos mas temos de fazer da solidão nossa aliada.
Parabéns por este trabalho poético.
Abraços fraternos de Fernanda e Antonio
Grato pelas palavras, Antonio! Um abraço e uma ótima tarde!
Aplausos Thiago!!
Obrigado, nobre poetisa!
Parabéns! belo poema!
Obrigado, Editt!
Intenso e sentido poema. Tua verve poética é notável. Abraço
Obrigado, Lilian! Um abraço!