Estamos vivos rumo à morte em uma pequena escala que chamamos vida , somos algo entre parêntesis, um suspiro,um pestanar de olhos,
A aventura da vida e o saber que um dia terminamos, que somos finitos mas que ainda vale a pena, como não querer esse olhar dos teu olhos, esse dizer eu te amo ,
Como não inventar inventarios para contar o que existe de bom, como esse peito materno, manancial de vida no amor de mãe, mas nada, nada espera aquele depois, como essa tentativa inútil de querer frear o tempo ,
Estamos cheios de curiosidade, de querer fugir dos protocolos, de parar de esconder nossas vergonhas , queremos esperar a esperança,
A aventura da vida significa romper as amarras, flutuar num mar de curiosidades , sofrer entre medos e verdades, significa o fogo e o orgasmo, movimento e marasmo,
Somos culpas evocando infancias com memorias invisíveis tímidas e portáteis, somos nostalgias que despertam velhos fantasmas,
Estamos cheios de brevíssimas felicidades,
mas também sabemos que tem pessoas bondosas que instalam novas fechaduras, porém a bondade sempre dá um jeito e acaba escapando pelo telhado...
Comentários
Melancólico texto numa pauta sempre muito poêmica, a finitude humana, mas vale seu desabafo. Meu carinho
Caro poeta Diego
Um belo texto e muito verdadeiro. "queremos esperar a esperança".
Parabéns
Abraços
UMA REFLEXÃO OUSADA E DIFERENTE. Muito bom, Diego.
Maravilhoso texto! Parabéns, Diego.
Um abraço
Obrigado querida