Havia uma ponte e um penhasco e um mundo para atravessar, lutei contra o vento forte vindo do vale que termina no mar,
O que seria de mim sem essa vontade inexplicável de viver e amar??
A imensidão acalenta a poesia e serve de consolo quebrando o silêncio e a própria dor, a imaginação conquista novas paragens e renova o amor ,
Havia um olhar solidário e uma rotina burocrata que mergulhava a alma num mundo coloquial,sem versos nem conversas de varanda entardecida,
Mais é natural quando o tempo é a distância te afastam dos quarteirões e dos inventarios que preenchem a vida de uma rotina interminável,
Havia uma ponte e um penhasco longe como um horizonte, com um rio cantando e levando destinos e nomes,
Levando um relógio que calcula todas as mentiras,
Levando números que arrancam verdades,
Levando um suburbio de martirio e ausências.
Comentários
Encantada com tanta beleza. Gosto desse lirismo e nostalgia nos teus escritos, nobre escritor, Diego.Parabéns.
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Um carinhoso abraço
Abraço minha querida Márcia
Sofrido momento do eu lirico. Parabens, poeta.
Obrigado pelas palavras