Eu caminho sem saber para onde, e isso não me pesa nem me alivia. Às vezes paro para olhar uma árvore e ela não me diz nada o que é um alívio.
As coisas estão onde estão: o copo na mesa, o cão no quintal, o céu que não pediu para ser azul e continua sendo.
Eu gostaria de saber se o amor é algo que se encontra ou que se inventa. Mas prefiro não saber. Prefiro fazer o café e sentir que, por alguns minutos, isso é suficiente.
Não quero ser lembrado por versos. Quero ser o que fica depois que tudo passa: o hábito de acordar cedo, a mão que estendeu pão, o silêncio que não precisou de palavras.
Hoje eu existo. Amanhã talvez não. E entre essas duas certezas, cabe uma vida inteira.
Comentários
Uauuuuuuuuuuuuuuuuuu, que lindo seu texto!
Aplaudo kleber!