O Que Resta de Nós

Eu caminho sem saber para onde, e isso não me pesa nem me alivia. Às vezes paro para olhar uma árvore e ela não me diz nada  o que é um alívio.

As coisas estão onde estão: o copo na mesa, o cão no quintal, o céu que não pediu para ser azul e continua sendo.

Eu gostaria de saber se o amor é algo que se encontra ou que se inventa. Mas prefiro não saber. Prefiro fazer o café e sentir que, por alguns minutos, isso é suficiente.

Não quero ser lembrado por versos. Quero ser o que fica depois que tudo passa: o hábito de acordar cedo, a mão que estendeu pão, o silêncio que não precisou de palavras.

Hoje eu existo. Amanhã talvez não. E entre essas duas certezas, cabe uma vida inteira.

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Kleber Luis Antônio Pinheiro
Poeta e educador social.
Atuo com educação social e escrita, desenvolvendo projetos e textos que aproximam arte, escuta e transformação comunitária.

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Comentários

  • Uauuuuuuuuuuuuuuuuuu, que lindo seu texto!

    Aplaudo kleber!

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