Muitas vezes...
a nossa luta é diária e solitária.
Achamos que não precisamos de ninguém...
até que nos vemos sem saída...
e alguém aparece para ajudar.
No primeiro instante...
julgamos ser uma ameaça.
E quem nos estende a mão acaba recebendo
o reflexo defensivo de quem carrega as marcas de velhas batalhas.
Guardamos a guarda, ferimos sem intenção...
protegendo o peito com a casca do orgulho...
acreditando que a solidão é o único refúgio contra a dor de uma nova desilusão.
Mas o tempo....
ensina na marra ou no abraço...
que precisamos primeiro aprender a lidar com as próprias garras...
antes de conseguirmos suportar o calor de um abraço.
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